Friday, July 19, 2013

o mundo, a vida e as estrelas

já em pensamentos alucinados, que devem fazer parte do verão. fui afastada da matemática depois do 9º ano, devia ter uns 13 anos, por imposição do sistema educativo da altura que me obrigava a "escolher" e que me permitia opções como religião e moral, antropologia ou sociologia e me obrigava a jornalismo mas que me impedia de ter matemática ou qualquer outra disciplina de uma área não humanista. penso que as qualidades desse sistema estão à vista, finalmente, nos dias de hoje (e a carrada de advogados em posições financeiras?).

qualquer disciplina que obrigue ao pensamento abstracto, como a matemática não aplicada ou a filosofia ou ainda a música ensinam a pensar, a elaborar sistemas mais ou menos complexos, conforme a capacidade de quem pensa, de reconhecer elementos, combinações, evoluções, perspectivas no tempo como no espaço e no intervalo que abrange os dois e ainda outros como a memória, a sensação, a percepção. a evolução e os sistemas (se nascesse de novo gostaria de acrescentar engenharia de sistemas ao que sei) vieram, pasmando, da formação seguradora; riscos, cadeias causais, investigação de ocorrências 'aleatórias' e etc. e assim encho-me de felicidade encontrando a matemática em autores-mestres da combinação (e este?) e da manipulação de cadeias de significado ou de acontecimentos, consequências, linhas lógicas, paralelismos, choques e desvios de rumo, influências e modos de interactividade entre pessoas, objectos, grupos de pessoas, cidades ou geografia, crenças e fábulas; a história enfim.

o que entendemos por conhecimento nasce dessa semente de desassossego que é a curiosidade e a vontade de saber como funciona isto, porquê, que os profetas bíblicos colocaram para sempre na mão de uma mulher. um orgulho.

(e obrigada ao Armando pela inspiração)

2 comments:

uemeai said...

não é para agradecer, já me inspiraste inúmeras vezes com as tuas publicações. como dizes, a história segue modelos matemáticos e físicos...

Ana V. said...

:)

 
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