light gazing, ışığa bakmak

Wednesday, January 7, 2009

uma última prendinha, chegada da Trama- a melhor livraria de Lisboa (*até ver)

Certa manhã, Zou Wou Li

Ora bem, as coisas, muito, mas mesmo muito por alto, passaram-se da seguinte maneira. Certa manhã, ao regar as sardinheiras, Zou Wou Li descobriu, por entre os raminhos verdes, uma borboleta azul. Zou Wou Li considerou aquele encontro tão feliz que decidiu, nesse mesmo instante, escrever um poema e dedicá-lo à borboleta. A borboleta, no entanto, foi mais rápida e em poucos segundos escreveu um longo ensaio sobre a criação fractal evolucionária que dedicou e ofereceu ao velho poeta.
Depois disso, Zou Wou Li nunca mais escreveu uma linha.

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microconto de Rui Manuel Amaral no livro Caravana. ("Rui Manuel Amaral nasceu no Porto, em 1973, cidade onde vive. É coordenador literário da revista aguasfurtadas. Caravana é o seu primeiro livro.") Adorei o livro, é difícil não ler de rajada. Fico entre a literatura, o jogo, o blogue ou forma de escrita curta de acordo com o attention span da época, a anedota, a palavra-cruzada e o non sense (mais ou menos isto que eu digo mas dito de uma maneira proper e em quatro páginas, aqui. por acaso tinha já magicado o que ou melhor, como, seria colar axadrezando pedaços curtos. o Rui Manuel com a ajuda do todo poderoso, neste caso o antigo testamento, fê-lo bem). Mas neste registo nada como recordar o meu amigo Nemo que fazia isto há muitos anos quando eu o acompanhava até ao Chiado e numa altura em que ninguém o fazia. Saiu do país sem a sua edição prometida. Agora* o alastrar do microconto pelo planeta, flash-writing, chegou cá. Dos que tenho visto, este é mesmo dos melhores. Bem escrito e divertido, a curiosidade (minha) está em ver onde vai ter este fio. Se se mantém estreito ou se acaba por partir ou ainda por formar novelo.


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e dito isto... bem me pareceu na altura que o livro Caravana era o pico da Madeira nos cinco mil metros debaixo de água. os dias felizes, de nome, last tapes, de letras, só por si anunciam coisas boas, winnie willie. eleito blogue verdadeiramente interessante sem desprestígio de todos os primos e enteados.




5 comments:

Mad girl said...

É impossível não sorrir no final, é. O ego do leitor vira.se contra (ou a favor de?) o do artista? :P E capaz de fazer brotar umas quantas memórias em cada leitor, também. Agora só me falta cuscar o resto do livro. =o)

a mesa de luz said...

e neste caso quem é o artista :) beeeeemmm giro´o livro todo , que começa com "Literatura. Uma macieira que dá laranjas." é o primeiro mais-que-micro.

A Mad esteve aqui said...

:D Pronto - é oficial. Ana - a melhor das melhores no marketing literário. =o)

a mesa de luz said...

E:::: resta dizer que é de capa dura, a capa e as ilustrações são muito bonitas. bom papel, bom livro, já para não falar no Stone Serif, e nem estou a brincar.

Nome said...

=o)

[Comentário tão pequeno que nem valia a pena escrever o]

 
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