a mesa de luz

light gazing, ışığa bakmak

Monday, April 24, 2017

tenho o coração branco

com honras ao Samir que ensina coisas como esta: ter o coração branco é o esquecimento
(tolerar, perdoar, esquecer o que de mau se passou)
esqueço.
coração branco.


Sunday, April 23, 2017

ler o Expresso ("Tragam-me um homem")


muito bom. Cláudia R. Sampaio em 'ver no escuro' da Tinta da China.

e porque é tão boa, esta escritora de telenovelas, aqui está:
máquina de escrever

selva urbana















Saturday, April 22, 2017

sofá e etc.



mood


ser ou não ser

"Aprendi três coisas em Zurique durante a guerra. Até tomei nota. A primeira é que ou somos revolucionários ou não somos, e que se não somos mais vale sermos artistas. A segunda é que se não somos artistas, mais vale sermos revolucionários. Esqueci-me da terceira." Pedro Mexia a citar Travesties de Tom Stoppard no Expresso de hoje.

Mary Burns (O Jovem Marx, de Raoul Peck)

Imbuída em espírito político, ou melhor, muito semi-político pois desde que subscrevi o grande líder Sócrates nunca mais me apanham noutra (nunca digas nunca) e tenho sido uma nomad das ideias desde então – bem, imbuída em espírito político, fui ver O Jovem Marx. Contrariei a regra que sigo para artistas e escritores: quero lá saber das vidas e amores, interessam-me as obras, o resto é conversa cor de rosa.

Neste caso, (e como “nunca digas nunca) a candura de algodão doce do filme fez-me pensar, durante todo o filme, em: - primeiro, os milhões de mortos que seguiram; - segundo, no incrível perigo das boas intenções. Este último aspecto interessa-me particularmente até porque pinta um retrato da minha vida. As ideias, essas boas intenções humanas, e aquilo que está na base do que somos no conjunto dos seres vivos e no conjunto das galáxias a girar no espaço profundo, são o que nos transforma fatalmente em ícaros condenados. Existe alguma boa ideia sem a correspondente queda?

O filme é um pouco arrastado e pode tornar-se entediante para quem não se interessa muito pelo conteúdo, o que não foi o meu caso. Com surpresa, amei o final: Bob Dylan a cantar a Like a Rolling Stone com imagens de muitas situações posteriores ao Manifesto Comunista mas que justificaram e continuam a justificar o sonho de Karl Marx.


Feita para mim no filme foi a personagem Mary Burns, a mulher não casada de Engels, com quem tanto me identifiquei. Dela diz a Wikipédia: “Não foi escrita muita coisa sobre Mary Burns. As únicas referências directas que sobreviveram é uma carta de Marx para Engels por ocasião da sua morte dizendo que ela tinha uma boa natureza e era esperta e uma carta da filha de Marx dizendo que ela era muito bonita e esperta”. Enfim, não sabia ler nem escrever, o habitual nos confins da história das mulheres e a regra geral no apagamento radical das suas existências. Mary Burns no meu coração.

Friday, April 21, 2017

Thursday, April 20, 2017

Hobbes

dreamers and dissenters. que bom o site da British Library sobre este tema, simples mas com o cânone todo. bem sei que tenho repudiado o mainstream entretanto, mas para apanhar atalhos é preciso saber onde está a autoestrada.

Sunday, April 16, 2017

beloved,

through tough times yet again. se ganhásse o não, haveria uma guerra civil. ganhando o sim, haverá violência. é um beco explosivo e era lá que eu queria estar.


silêncio e tranquilidade

..."essa memória destruída ainda sou eu,
um limite onde respiram as raízes
e ouço a erecta doçura das canções.
Depois ficamos sós com essas garras
que vemos sós na hora que nos mata."

Joaquim Manuel Magalhães

'into the quiet I am bound, what you have lost I never found'

sunday morning


Türkiye


 
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