light gazing, ışığa bakmak

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Tuesday, April 17, 2018

Monday, November 13, 2017

e por falar em música

sim, do fado, no recente da Aldina Duarte (´Quando se ama loucamente´) que decidi ouvir para iluminar o alcatrão da estrada, à noite, fiquei-me pelo ´Senhora dos meus passos´. será ela, eu não.





Thursday, October 26, 2017

reconciliação

por várias razões adormeci e acordei a ouvir o último de Tito Paris, o maior responsável foi o Herman de ontem à noite enquanto passava a ferro (sim M., a ferro) e zappava pelas tvs. entre outras razões.
e fiquei-me na sua versão do Fado Triste. a música voltou. enquanto reconciliação é a palavra gravada a fogo em vários locais do pensamento.

Fado Triste

Vai ó sol poente,
vai e não voltes
sem trazer no primeiro raio
notícias de quem se foi.

Numa madrugada amarga e triste,
um navio de proa em riste
levou tudo o que eu guardei

Na caixa escondida dos afectos,
no lembrar dos objectos
que enfeitavam o meu quarto
Tudo perde a cor a forma o cheiro,
ficaram só coisas esquecidas da importância que tiveram.

Volto sempre ao rio
às sextas feiras p'ra lembrar
dias descuidados noites à toa.
Éspero que o navio sempre queira
trazer de volta o sussurro dos teus passos numa rua de Lisboa.





Sunday, July 16, 2017

sunday's ashes


dill pickle, so yum. smoked salmon toast mix, sesame toast, hmm yum.
tchipepa!


Saturday, April 8, 2017

evocação da noite

não é por ser noite que não sei que há dia, ou por estar a norte que não sei que há sul. sou tanta coisa que me ultrapasso demasiadas vezes.
em modo The Fall, Norah Jones. i know nothing about leaving but I know I should do it today.

pensei em escrever um blogue inteiro de cartas, anónimas para quem as lê, mas claras para quem as escreve ou para quem as recebe, como se fossem cartas numa garrafa electrónica num mar cloud de diferentes ondulações.






e agora

(não 'e agora, Ana?') mas e agora que todos foram dormir, que a cabeceira da cama está terminada, como está o verniz do armário na casa de banho quase seco e pronto para outra demão (que bom seria darmos demãos na vida e cada uma tornar a coisa melhor), um momento para o silêncio. desenterrei as cartas esta noite, ao todo duas caixas e vários sacos e está tudo com cheiro a mofo. tenho de arejar e pôr ao sol as cartas de amor, as outras também não escapam, ou vão-me cheirar a mofo os amores antigos. mas estão frescos como se fosse ontem, partes deles pourtant, que dos sofrimentos não quero guardar nada. para o dialogante e misterioso L.G. deixo esta memória: fomos para Sevilha no calor do verão porque ele era um apaixonado de Albéniz e, tal como eu que vou às cidades esperando encontrar as linhas dos livros que amo, também ele lá foi procurar as frases das partituras. eu encontro e também ele encontrou. andou pela Triana como sonâmbulo (ou talvez fosse eu quem estivesse cega pela luz, a do sol e a dele), com as notas nos olhos. esta Sevilha ficou sempre a nossa, uma Sevilha diferente de todas as que visitei tantas vezes mais tarde e algumas mais cedo. (numa Sevilha mais tardia tirei uma foto que perpetua um momento inesquecível de alguém que só vive na memória) são tantas as cidades e as mesmas!
amanhã aproveito e ponho as cartas todas ao sol esperando que não voem. se tivesse uma gaiola punha-as dentro e transformava-as por algumas horas em pássaros infelizes. quem sabe não as transformava em atracção para os pássaros vivos do bairro que gostam de visitar o meu quadrado (e de comer as minhas ginjas). porque nada é meu, senão as cartas. algumas do Sérgio, algumas da Teresa, queridos amigos que nunca mais verei senão em sonhos.
não podia ter sido de outro modo: fomos durante o Corpus Christi que vimos da janela do segundo andar com enorme emoção.


Wednesday, April 5, 2017

Friday, March 31, 2017

Thursday, March 30, 2017

Monday, March 20, 2017

tarantella



so cool,

Wednesday, March 8, 2017

Joan of Arc

cool post and page about Cohen's Joan:
here.

Cohen reported this conversation about Joan of Arc with Nico:

Interviewer: Do you still fall in love easily?

Leonard Cohen: Oh, I fall in love all the time. I remember walking with Nico and I said, ‘Do you think Joan of Arc fell in love?’ and she said, ‘All the time Leonard. All the time’. I feel my heart going out 100 times a day.11

Sunday, March 5, 2017

Wednesday, February 1, 2017

voar com os pássaros e ver cores

Estou farta de não dizer nada. Está a chover e não há espaço para imagens. que sou críptica, talvez seja, acabou por ser um tique que passou a modo de vida por estar sempre aqui em exposição.

os comentadores comentam os Estados Unidos com olhos de Lisboa ou de ir passear a Paris. eu (nós) conhecemos e gostamos e somos ou éramos familiares de votantes em Trump e não têm três cabeças nem são snipers ou militares furiosos. sim, têm alguma arma em casa para se defenderem. a sua casa fica perto de um riacho que gela no inverno e do interior da casa não se vê nenhuma outra casa, só árvores e mato, por vezes veados. o quintal é só uma extensão verde, conforme as estações. branca, por vezes isolada e por onde é preciso lutar para obter passagem. lembro-me de a ver cheia de crianças, baloiços, trampolins e toda a espécie de bicicletas e triciclos.

o j. falou no Messiaen que gravou os pássaros. qualquer pessoa cuja obsessão sejam os pássaros me interessa, um interesse generalista. Messiaen significa muito mais do que os pássaros na minha vida, está gravado no meu passado de modo indelével e as horas que relembro agora foram perto de algo a que poderia chamar verdade.

falei em melancolia mas apenas me respondeu uma voz, a mais importante, a única que interessa neste momento.



o populismo... os miúdos com boas notas eram e são tão gozados como as pessoas consideradas elitistas. (não te preocupa que seja um lugar elitista?). não me preocupa nada, elitista nem o seu oposto. estamos todos aqui.

finalmente: quando me fazem ver cores (ahah Messiaen) e tantas mais coisas, uma total surpresa:




Monday, January 23, 2017

working music



ou o último álbum da Norah J.

Wednesday, January 11, 2017

tower of song

a ouvir ten new songs, e outras, há quinze dias em contínuo. ou mais, nem me lembro. e a vivê-las. estávamos em Malmö e andávamos pela cidade de bicicleta. a minha, nórdica, era enorme para as minhas pernas. nos semáforos quase caía, sempre. eu ia muitas vezes à frente, outras vezes eras tu. numa rua principal vi o Cohen a sair de um carro e gritei olha o Leonard Cohen! para ti que ias atrás. era normal que aquilo acontecesse.

Thursday, December 22, 2016

Istanbul Streets 😍😍😍😍😍 😍 İstanbul sokakları






"I Hear Music is an intimate portrait of the cultural shift in Istanbul from traditional to modern, told through the stories of three street vendors when their work suddenly becomes illegal. Halit has been selling home-made stuffed mussels for 20 years. Following in the footsteps of his father, Sahin is one of the last milkmen left in Istanbul. Yasemin walks the streets with her bundle full of bedspreads and curtains.

All three face relocation and competition from modern shopping centres and commercial brands in the midst of gentrification.

As they face uncertain futures, the street vendors are invited to sing their lyrical sales chants at an event organised by local musicians to commemorate the traditional, fast-disappearing sounds of the streets of Istanbul."

Witness on  Al Jazeera

http://www.aljazeera.com/programmes/witness/2016/12/istanbul-streets-hear-music-161222082502664.html

 
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