My river runs to thee:
Blue sea, wilt welcome me?
My river waits reply.
Oh sea, look graciously!
I ’ll fetch thee brooks
From spotted nooks,—
Say, sea,
Take me!
- -
Emily Dickinson
light gazing, ışığa bakmak
Monday, November 20, 2017
blue sea
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Ana V.
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11:13 PM
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Tuesday, March 1, 2011
independence day
The Bluebird
Emily Dickinson
Before you thought of spring,
Except as a surmise,
You see, God bless his suddenness,
A fellow in the skies
Of independent hues,
A little weather-worn,
Inspiriting habiliments
Of indigo and brown.
With specimens of song,
As if for you to choose,
Discretion in the interval,
With gay delays he goes
To some superior tree
Without a single leaf,
And shouts for joy to nobody
But his seraphic self!
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Ana V.
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4:34 PM
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Thursday, July 8, 2010
tão cega tão esquecida
que nunca vi a ponte Poe - Hawthone e Twain - Zola.
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Ana V.
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12:34 PM
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Thursday, April 22, 2010
diz que disse
(the words on the page were all that mattered; importation of meanings from outside the text was quite irrelevant, and potentially distracting. This became a central tenet of the second generation of New Criticism)
maria irene ramalho diz que os new critics disseram de Dickinson: "a contenção, a ambiguidade, a ironia, a transgressão controlada pelo rigor da palavra, a subversão subtil de sentidos gastos, a mistura ousada do concreto e do abstracto, o poder da imagem, a fragmentação do sentido."
deve ter a ver com a década em que aprendi a ler. diria que qualquer que seja bom encaixa neste quadro. (não tem que 'fazer sentido', coisinha repelente esse 'fazer sentido', mas ter uma multidão de leituras. e foi de propósito, multidão e leituras) um crítico dissolvido.
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Ana V.
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9:55 AM
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"Because I see—New Englandly—" (do #285)
As imperceptibly as grief
The summer lapsed away,
Too imperceptibly to last
To feel like perfidy.
ainda Dickinson. e a pensar nas cartas.
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Tuesday, April 20, 2010
e o seu contrário
Emily existe pela mão dos 'críticos', essa mole, entidade-papão anónimo. tal como Melville, afinal. não há pudor hoje. --o que me irrita tanto, tanto como o vegetariano shogun ser feito de macedónia congelada, é saltar o texto e ir coçar as costas no contexto histórico e cultural, caracterizando de caminho o movimento literário do período em questão, tendo em atenção os factores socio-económicos do seu tempo. mas é verdade que há leitores e há inventores da escola de narciso.
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Ana V.
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9:38 AM
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color, "harrowing Iodine"
as cores infinitas de Dickinson.
iodine (EYE-o-dyne - EYE-o-deen)
(daqui)
The Red — Blaze — is the Morning –
The Violet — is Noon –
The Yellow — Day — is falling –
And after that — is none –
But Miles of Sparks — at Evening –
Reveal the Width that burned –
The Territory Argent — that
Never yet — consumed –
. . .
The Color of a Queen, is this --
The Color of a Sun
At setting -- this and Amber --
Beryl -- and this, at Noon --
And when at night -- Auroran widths
Fling suddenly on men --
'Tis this -- and Witchcraft -- nature keeps
A Rank -- for Iodine --
. . .
She sweeps with many-colored brooms,
And leaves the shreds behind;
Oh, housewife in the evening west,
Come back, and dust the pond!
You dropped a purple ravelling in,
You dropped an amber thread;
And now you've littered all the East
With duds of emerald!
And still she plies her spotted brooms,
And still the aprons fly,
Till brooms fade softly into stars
And then I come away.
(...) And tints the Transit in the West
With harrowing Iodine— (...)
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12:31 AM
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Sunday, April 18, 2010
"poetics of whiteness"
Emily Dickinson, morta aos cinquenta e poucos anos. nos últimos anos de vida pouco sai de casa e veste de branco, ideia que se espalhou em Amherst. há poucos relatos deste descair para o branco, mas a ideia é agradável e fica bem à imagem da poeta isolada nos seus altos pensamentos. na poesia, a cor branco em várias formas white blank pale surge cerca de trinta vezes mas não há unanimidade quanto ao significado. o seu vestido branco, o que mais usava, na imaginação dos outros, pelo menos, esteve exposto no seu quarto na casa-museu (vi só a janela) durante muitos anos, agora suponho que está na sociedade histórica. preferia o quarto. também é verdade que estas iniciativas, um pouco folclóricas e que cruzam turismo, educação juvenil das visitas de estudo e até santuário (não há velas lá! mas podia haver), nada têm a ver com o facto em si, que são uma dúzia de palavras muito dúbias espalhadas numa página em branco com uma explosão de significados. mas porque não. existe a casa museu Camões? em Constância não dei por isso, mas confesso que nunca entrei na de Fernando Pessoa. não vejo que estas iniciativas façam mal por muito folclore que se lhes associe. intrigada fiquei com as várias leituras deste branco como raça. talvez faça algum sentido no contexto histórico e na cultura do país. se a leitura fosse apenas cultural -glória ao leitor e relegar para mais tarde quem escreveu- a nossa leitura estaria entre o branco pureza religioso e o branco da luz-sol revelador. se no dicionário dos símbolos esta cor não tiver quatro páginas.. e se fosse sentimento seria talvez monástico, um branco depurador onde apenas as ideias da essência surgem claras definidas e isoladas, eliminado todo o excesso. tanto atalho para chegar aqui, ao meu branco. (glória ao leitor)
Pain has an element of blank;
It cannot recollect
When it began, or if there were
A day when it was not.
It has no future but itself,
Its infinite realms contain
Its past, enlightened to perceive
New periods of pain.
Emily Dickinson
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Ana V.
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8:42 PM
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