light gazing, ışığa bakmak
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Tuesday, November 17, 2015
light upon light
de Gerrit van Honthorst, The Mocking of Christ, a partir de Caravaggio.
"Allah is the Light of the heavens and the earth. The similitude of His light is as a lustrous niche, wherein is a lamp. The lamp is in a glass. The glass is as it were a glittering star. It is lit from a blessed tree — an olive — neither of the east nor of the west, whose oil would well-nigh glow forth even though fire touched it not. Light upon light!" Al-Nur, cap. 24, verso 36. soa assim.
coitada da a. a quem persegui com um anda cá ouvir isto (depois de comer isto e menos aquilo) para pensar um pouco na natureza sonora dos textos sagrados, também ainda a propósito de andar tudo a dizer que reza. não sei como rezam os judeus. os católicos rezam em silêncio ou através da voz de padre (muito bem imitada por RAP). não me recordo de o terço ser cantado. nas manhãs de colégio, nós, miúdas de dez anos, tínhamos de dizer o terço do princípio ao fim em som monocórdico e monótono que nos dava, finalmente, a liberdade de pensar noutra coisa, de olhar para a luz da manhã, de ter frio nas pernas. rezai por nós pecadores-- assim partir para o dia com o coração pesado de culpa. nunca mais hei-de 'rezar' na vida.
o Corão tem essa vantagem: ouve-se tão bem, apesar de - ou especialmente - não percebendo nada do que se diz. tal como o canto gregoriano. não sei em que ponto da história se perdeu essa melodiosa cerimónia, provavelmente quando o latim caiu da missa.
encantatório: o cantar do Corão no palácio Topkapi num local, entre salas de exposição, em que o som reverbera e se espalha como a ripple of light descrita acima. glow. o recitador é o qari. a mesquita azul é um lugar privilegiado, os melhores qari recitam ali (uma sé de Lisboa), tal como a mesquita de Sultan Ahmed. ou: aquilo que se passa depois de os turistas terem sido postos na rua. just too beautiful.
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dito isto: há sempre visitas improváveis e de origem obscura quando escrevo palavras muito duvidosas. Allah, por exemplo. não me tentem que consigo ser bem herética - e nem me esforço.
Publicado por
Ana V.
às
4:43 PM
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TAGS A arte pela arte, go east old woman, Koran, O espaço entre as notas
Tuesday, October 13, 2015
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