light gazing, ışığa bakmak

Showing posts with label Ryszard Kapuściński. Show all posts
Showing posts with label Ryszard Kapuściński. Show all posts

Sunday, July 21, 2013

Samarcanda:

memory and desire.



and.

 


 acabada a Granta, um franchise português de uma revista britânica que tinha, até agora que decidiu tornar-se marca, um passado respeitável. a versão portuguesa faz aquilo que se espera dela: um inédito de um autor português importante, Pessoa (benditos inéditos que se adaptam assim à necessidade de novidade dos mercados), dois grandes autores publicados na Granta inglesa, Pamuk [em ansiedade de separação] e Bellow, e Simon Gray e Kapuściński. uma série de portugueses de hoje (gostei de Afonso Cruz e fiquei a pensar que Walter Hugo Mãe afinal até podia escrever) e uma tradicional, Hélia Correia. as imagens de Blaufuks dificilmente serão ultrapassadas. --valeu a pena, ainda assim, espero o número dois (Tu?). onde é que estava o Eu? muitas das narrativas são auto-biográficas, se bem que 'uma bíblia capaz de cruzar sem inibições o novo testamento do jornalismo com o antigo testamento da literatura' é um programa que me desagrada profundamente. até porque bíblia há só uma e porque a literatura não é a versão antiga de nada. mas fica o balanço e este é positivo. long live.

africanos

"Mas o bar dança. Não faz diferença que toda a gente esteja sentada. Olhem para os pés deles, para os ombros, para as mãos. Pode-se falar, discutir e namorar, negociar, ler a Bíblia ou passar pelas brasas. O corpo dança sempre. A barriga ondula, a cabeça oscila - todo o bar balança assim pela noite dentro."

Ryszard Kapuściński no Eu da Granta.
gostei de falar com o J. sobre Moçambique e os moçambicanos. foi bonito mas não quero falar mais sobre isso, fica comigo para sempre.


história

o que é a história, o que não pode ser a história, o de deve ser a história, o que é a história.

"Folheei uma vez um livro de história belga - redigido para as escolas congolesas - escrito de tal forma que podia levar-nos a pensar que a Bélgica era o único país do mundo. O único." 

Ryszard Kapuściński no Eu da Granta portuguesa.
(por falar em história, estas comunicações semanais ao país de seja quem for sempre dão um sopro de entrada de dinheiros em caixa às televisões que nos matam de tédio com meia hora de anúncios cretinos. entre esta meia hora e a meia hora dos comunicados venha o diabo e escolha.)

 
Share