light gazing, ışığa bakmak

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Thursday, August 30, 2012

quem disse


primeiro parágrafo de O Jogo do Anjo.

Saturday, February 12, 2011

1924

"En la primavera de 1924 vingué a Barcelona Paul Valéry. Encara que llavors la seva personalitat tenia una transcendència puramente críptica, limitada a nuclis molt escollits i limitadíssims, la presència del gran poeta produí en el nostre petit món intel.lectual una gran impresió."

Josep Plan em Cartes d'Itàlia, na p. 73, para continuar mais tarde. não há sinal mais apelativo do que aquele ponto no meio das palavras. uma mona lisa gráfica.

garrotxa

o queijo cinzento. um caso de recuperação de património comestível interessante. digo que foi bem recuperado pela textura cremosa e macia do interior, a família e outros interessados darão o veredicto final. a história de Enric Canut e o ditador que não gostava de queijo artesanal, na Food and Wine.

"After the Civil War and World War II, for a long time Spain was a very poor country," Canut said. Technocrats associated with Opus Dei, the conservative Catholic organization that was particularly powerful under the dictatorship of Francisco Franco, required industries to work to minimum production standards. "They said, 'We don't need producers of 50 kilos of milk a day; you work 10,000 liters a day or you don't work at all.' "


The result was predictable: Spain's artisanal cheesemakers either gave up or went underground. And some traditional cheeses disappeared altogether.


With the return of democracy in the 1970s and the rescinding of the industrial-quota legislation in the late 1980s, artisanal cheesemaking slowly recovered.


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(e para quem o quiser fazer)

mudanças


na Casa del Libro das Ramblas procuro e não encontro El quadern gris. uma grande mesa de culinárias, outra grande mesa com uma pirâmide feita por exemplares de um livro largo e de capa dura de Ken Follett. em Inglaterra, leio, duas livrarias independentes fecham por semana. as não-independentes fecham também. lê-se menos ou lê-se pior? ou ambas as coisas? para que nem tudo seja mau: novo livro de Sebald em português que comprarei na Pó dos Livros.

Friday, February 11, 2011

ateneu

à noite fui ao Ateneu Barcelonès, pelo edifício e pela meia hora de música de câmara de que sinto falta. em Lisboa encontro um talvez equivalente, com todas as distâncias, no Círculo Eça de Queirós ou na Sociedade de Geografia, com o carácter de clube que não subscrevo, mas com a antiguidade que sugere o que a imaginação desejar aos menos propensos a factos e que revela todas as camadas que os curiosos da história quiserem encontrar. acima de tudo, rastos de vidas e conversas passadas, encontros que estão espalhados pela literatura e pelos calhamaços velhos, revistas literárias de outro século. lá ouvi Cristina Granero e Laia Armengol, flauta e piano (Sonatina de O. Musso, que não conhecia, nem obra nem compositor, e a Sonata, op. 21 de Salvador Brotons, ambos catalães) bonita, a sala Pompeu Fabra, forrada de estantes com livros e uns poucos ouvintes, metade amigos ou família. um café no bar, passando pela sala da conversa. as janelas dão para o pátio interior deste Palácio Savassona no coração da cidade antiga.

(para ver aqui)

Thursday, February 10, 2011

Güell

ou terra da grande osga.























dito por outras palavras, podiam ser os vendilhões do templo. dá-se o que se procura, em tempo de mercado. não podia vê-los sem pensar nas embarcações periclitantes que atravessam aquele mar, lá no fim das avenidas, e os que morrem por vezes na praia à vista de turistas e banhistas incomodados por não contarem com a morte para o retrato. acostam mais tarde ao parque, de entrada livre, onde se mascaram de si próprios para vender o pechisbeque chinês ao admirado turista. uma ficção de mercado, como em tantos outros lugares da europa e do mundo, que se vestem para o turista. no macba, EL D EFECTE BARROC - Polítiques de la imatge hispana (aqui, o blogue). ainda há locais onde o turista é um qualquer, e que descanso.

[quem era mais estrangeiro: D. Afonso Henriques ou os mouros que expulsou?]

Wednesday, February 9, 2011

s/n

s/n

















libros



esta pode ser uma citação, mas há outra que preciso procurar porque a vi nesta parede. por baixo do letreiro morto, uma loja de souvenirs e bandeiras do barça.

"Barcelona es el centro de alguna de mis diatribas. Barcelona era una ciudad que antes tenía un tejido civil interesante, pero se ha degradado mucho en el plano humano. Ya digo en el libro que aquí a Barcelona viene todo el mundo a cagarse a la calle, y hasta les aplauden. La ciudad se ha vuelto un parque temático y se ha vendido a un turismo muy desgraciado. En mi barrio, por ejemplo, el asunto es de escándalo. La misma idea de barrio ha quedado pulverizada. En los últimos años, todo ha quedado ya definitivamente desmembrado. Las tiendas, por su cercanía con el Parque Güell, han sufrido una grave transformación. La infraestructura de los comercios ha sido sustituida drásticamente por tiendas de “souvenirs” y horribles tiendas del Barça. Los visitantes, todos en calzoncillos. Una catástrofe." Vila-Matas, daqui.

(e a propósito de jazz)

"Dejaron de importarnos los frutos de la campiña, nuestros paisajes fueron los rascacielos. Cambiamos la música del campo por la música del jazz. "Menos mal que a los mosquitos no les ha dado por tocar el saxofón", decía Ramón Gómez de la Serna, provinciano de Madrid, ciudad que podría ser feliz si no estuviera tomada por la crispación, como dice el barcelonés Vila-Matas.", daqui.

s/n

em intervalo de leitura, na casa museu Gaudi





s/n

Tuesday, February 8, 2011

port Vell

















dois minutos, alguns passos, e eu própria era uma delas. e que diferença faz?

s/n



doesn't really matter (3)



doesn't really matter (2)

doesn't really matter





does it

s/n


it's not what you know that counts, it's what you can learn.
no meio da rua.

Els Quatre Gats (2)



outro desejo cumprido, melhor, curiosidade. como tudo, uma certa aparência de casca, linda, mas cujo conteúdo já foi devorado há muito. em dado momento, três pessoas não coordenadas entre si tiravam uma fotografia do Crema Catalana à sua frente. vejo-as do balcão. no final da refeição numa das mesas, um dos empregados do restaurante posa para a fotografia com quatro raparigas asiáticas, a sorrir, todas com os dedos em v para a câmara. nas paredes actualizadas, as fotos são agora mais fáceis com o advento da fotocópia colorida. aqui é tudo para a fotografia.

Mercat de la Boqueria























aqui, em espanhol. onde pude satisfazer o meu desejo: cumpro assim o único para 2011.

 
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