light gazing, ışığa bakmak

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Wednesday, July 1, 2015

'being blind, you start to see'

deve ser uma reedição, mas não faz mal.


Sunday, April 12, 2015

Tuesday, October 7, 2014

why dior is dior

in plain view.

sendo o marido diabético e ela, evitando o açúcar por causa dele, acabou por deixar de comer açúcar em quase tudo. não bebe café com açúcar há anos, evita bolos, as sobremesas são quase sempre fruta ou prefere adoçantes alternativos. no seu posto de trabalho cinzento tem um saco de plástico na prateleira de baixo com centenas de pacotes de açúcar, os mesmos que não bebeu com o café nos últimos meses da sua vida.

to have and have not.

(por acaso: my precious foi uma excelente invenção não sei se do realizador se do escritor que não li.)


Monday, October 6, 2014

the Skeleton Chair, by Pedro Franco




all about it, right here.
que vi na Design Mag de Set./Out. do Tiago Krusse.

Friday, September 5, 2014

Saturday, July 12, 2014

Thursday, July 10, 2014

freedom happening (memory in motion)

freedom now needs funding assim chegamos a não necessitar de libertação de governos opressores mas do abafamento económico. a imprensa escrita, para além de ter de lidar com a passagem para o digital, tem de enfrentar os ratings de produtividade e as estatísticas de vendas. o que não gerar lucro deve ser eliminado.
cá temos a Design Magazine (excelente) a procurar financiamento fora dos canais normais da publicidade, temos os despedimentos de jornalistas que ainda estão na fase manif mas que avançarão, sem dúvida, para outros meios de exercer a profissão mais independentes da força económica, e temos a absolutamente excelente Me-Mo Magazine a procurar financiamento, uma vez mais (foto) jornalistas que não dando lucro são dispensados.

to follow: Me-Mo Mag.

Wednesday, June 4, 2014

covet

"We begin by coveting what we see every day. Don't you feel eyes moving over your body, Clarice? And don't your eyes seek out the things you want?" blockbusters que nunca me saíram da memória. este, o fotógrafo e insónia. que pouco cinema tive este ano, que tragédia o fecho do king. a abertura do seu substituto no chiado tarda, talvez suceda apenas por altura do festival.

meanwhile: how cool is this?

tudo na minha ongoing teoria da imagem (que começou por alturas de Crane, continuou pela representação índia, depois pela ekphrasis e a explosão do pinterest e dos pincéis nas minhas próprias mãos).

por enquanto: my kid reads a two hundred page book roughly every week, he still spends way too much time playing computer and other screen games, hours that is, and is a federated athlete. man.

em reconciliação com torga depois de ter estado duas vezes em Loriga, culpa do amigo joão. é preciso entender: o primeiro parágrafo do primeiro de contos da montanha parece-se ele próprio com uma rocha (a boulder). a forma é perfeita e compacta. tanto meaning/significado condensado em tão poucas palavras.

ultimamente ensinando quem não sabe ler - de todo - para quem as palavras não são algo de respeito, unidades vivas, tão vivas como uma planta, mais antigas até porque nasceram em determinado ponto e quem sabe quando morrem.  ensinando unidades de significado, como uma frase é uma unidade de sentido, de música. dizes esta frase e entras em silêncio a olhar para ela e a entender o que te diz. (é preciso entender)

assim fugi da imagem, como é costume.

Friday, May 30, 2014

just

do it.

Saturday, April 19, 2014

portugal/mude


MUDE - Exposição Permanente: ÚNICO E MÚLTIPLO from Câmara Municipal de Lisboa on Vimeo.

não tenho qualquer dúvida de que o mude é um dos museus mais cool do mundo. e fica na baixa e a entrada é livre. se isto não é sorte não sei. o único senão da colecção de francisco capelo é não podermos fotografar. mas a rapariga cujo trabalho era assegurar que ver não é mexer disse-me que em dia de inauguração se pode. resta-me esperar a oportunidade de infiltração.

para além do antigo BNU desventrado, onde me lembro de entrar - no banco - com os seus longos e largos balcões de pedra, dos que impõem a distância entre quem entra e quem lá está, o poder do banco desmentido por isto: ele não está e eu estou. o ultramarino também se foi entretanto, mas um lindíssimo mural de mosaico com dourados e caravelas. todo o edifício me fascina com as suas meia-luz, a escadaria e a força dos trabalho em ferro. corrimãos, gradeamentos e mármore. outro espaço inesquecível (até porque se mistura com a minha memória de ter acompanhado a minha avó ao seu cofre, não no BNU, mas noutro banco da baixa. passar várias portas de ferro, passar as portas do segredo, enormíssimas, tão espessas como três paredes e a sala dos cofres. ali éramos encaminhados para uma pequena secretária ou mesa, num sítio longe dos olhos do funcionário, para abrir o cofre com alianças e fios de ouro de mães e avós, ouro minhoto, pregadeiras francesas com pedras que me pareciam mais valiosas do que coroas). se passo na rua augusta e a porta está aberta tenho de entrar. há portas que abrem para outro tempo e não são necessariamente as portas dos museus.

na escadaria de entrada de outro museu disse-lhe: aqui, há mais de quarenta anos, dei-lhe a mão e olhámos para a máquina fotográfica, uma máquina que abria como uma caixa e que ele transportava com uma certa veneração. tinha-a trazido do estrangeiro no regresso a portugal. provavelmente uma rolleicord. nessa altura não se dizia cheese nem nada parecido e não nos podíamos mexer. e ela respondeu-me então tiramos agora uma para sobrepor a memória. uma boa ideia.


Tuesday, March 25, 2014

Shigeru Ban, the Naked House






ou quartos on wheels que me fariam feliz pois estou sempre a mudar quartos e coisas. Shigeru Ban, o Pritzker deste ano muito pelo seu trabalho em habitações temporárias para vítimas de cataclismos vários.

paper walls and bamboo scaffolding, how beautiful.

more here. esta casa é de 2001, eu já aqui a tinha algures no pit que é este espaço onde tudo vai desaparecendo aos poucos para o buraco negro do tempo que é, apropriadamente, para baixo. o prémio não foi por este espaço mas pelos projectos de habitação temporária e pelos grandes projectos como a extensão do Pompidou em Metz, deslumbrante transformação ondulada dos andaimes de hong kong e macau que me fascinaram na altura. penso que são usados em toda a ásia mas era preciso lá ir para confirmar.

a noção de abrigo temporário ou de transiente, transitório ou temporário ou fleeting reality pode bem ser a ideia deste ano (o ikea, grande esponja do sentimento do momento, fê-lo o seu sentimento, ou seja, pega no sentimento comum e vende-o). estamos a grande distância do século 19, cujo sentimento era o oposto. será que passamos lentamente do sentimento anterior, a perda, para este? uma aceitação, a perda vista de outro modo, aceitar que tudo passa, tudo muda, a perda como normalidade.

going east, eastward, my friend.

Thursday, March 13, 2014

saudosismo

when adds were really cool.


Irving Harper para a empresa Herman Miller.

Saturday, March 8, 2014

s/n





or the LX Type.


Thursday, December 26, 2013

so cool:

design at gibbons.co

Tuesday, December 10, 2013

coolest chairs, branca lisboa

shell chair

aya chair

r&b2, pure love

wr.02

by Marco Sousa Santos.

Sunday, September 15, 2013

SALT no MUDE






acabei por não ir à SALT, veio a SALT até mim no Mude, onde também decorre a Trienal de Arquitectura de Lisboa, que graças ao anjos da trienal mantém ainda o 'c'. a Trienal decorre até dia 15 de Dezembro. durante a semana sete (22-23 Out.), a SALT ocupará o último andar do Mude (e trará, ou estarei enganada?, a arquitectura como forma de repressão).

a seguir por todos os meios. no fb. o site.

Tracing Istanbul. (This publication offers no touristic scenes of Istanbul with minarets or bridges).



Sunday, August 18, 2013

Saturday, July 27, 2013

candeeiro de pé

coolest lamp ever, ou a verdadeira mulher-objecto, na recente mouraria light walk. foto de fernando godinho. pelo ebano collective.

Sunday, June 23, 2013

artes decorativas nas portas do sol

um outro segredo de lisboa a que, surpreendentemente nesta zona, os charters de turistas não chegam. que bonita casa. ao contrário do que pode parecer, não se pode tirar fotografias. uma das salas mais fascinante é a sala dos presépios. um dos presépios, 'por terem papel dourado e minúsculas flores brancas de tecido', foi talvez feito por uma mulher. as flores compreendo, mas o papel dourado deixou-me a imaginar. é um lindo presépio de cerca de um metro, colocado dentro de uma caixa com protecção de vidro. a peça que me fascinou mais completamente foi uma caixa de escritório do estilo indo-europeu, o de influência chinesa-mongol e onde revi com fascínio as miniaturas persas em que as figuras têm os traços do rosto mongóis. os desenhos feitos de madeira embutida de várias cores e marfim (as folhas verdes são de marfim tingido) é de uma total perfeição. cada lado tem uma ilustração diferente. uma obra assombrosa. o indo-europeu é todo um poema.

uma visita virtual, aqui.









 cama de príncipe








 da janela do salão principal
 
 reflexos do vidro original





 
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