light gazing, ışığa bakmak

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Saturday, July 17, 2010

desta vez

foi paixão.

Boulangerie de Paris no Porto

frente ao mercado do Bom Sucesso, na rua de Gonçalo Sampaio. uma para abrir na zona histórica, a que se seguirá outra na Foz. para sul não sabemos. fácil suspirar por esta invasão francesa e esperar que atravesse as linhas de Torres até à capital. (assim derrotada a Confeitaria Petúlia, que nem é tão longe, "das melhores casas", adiada para segundas núpcias salvo seja)













os macarons são para chorar. o pão idem. totalmente e demasiadamente a não perder.

(unrelated-rua de Manuel Bandeira: gostei)


- updating: esta pastelaria entretanto fechou.

Marlene Dumas



auto-retrato na capa no jornal de Serralves, faz parte de "Against the Wall", inaugurada em Março passado na Zwirner, aqui. as várias walls programáticas, pintura pela intervenção, foram menores, para mim, do que as faces da morte, ampliadas dos jornais.

ofélia



Ofélia de Inês Fontes (2010)
"Ofélia é uma criatura de origem onírica que atravessa um processo de metamorfose simultaneamente harmonioso e violento e renasce como um ser fantástico, resultado da fusão entre Mulher e Árvore. Dois elementos que surgem como símbolos do equilíbrio simbiótico entre destruição e criação que domina os ciclos da natureza.
O projecto nasce do fascínio pelo processo de contínua metamorfose em que se baseia a evolução dos seres vivos. Assenta numa técnica de desconstrução da imagem fotográfica que quebra a ilusão de realidade, permitindo materializar uma dimensão alternativa que suporta a existência de Ofélia e a sua mutação."


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das imagens e dos suportes (impressão de sais de prata em papel japonês e película, vidro) gostei bastante. o texto retira(me) em vez de acrescentar.

Friday, July 16, 2010

"o Porto chama por ti"

convivência



cordoaria

magnórios

"Gosta o viajante de olhar para o interior destes estabelecimentos, fundos, tão fundos que antes de chegar ao balcão tem o cliente tempo de mudar de opinião três vezes sobre o que vai comprar. Adivinha-se que lá para trás há quintais, árvores de fruto, por exemplo nespereiras, aqui chamadas magnórios. E o viajante não pode esquecer as cores com que se pintam as casas, estes ocres vermelhos ou amarelos, estes castanhos-profundos. O Porto é um estilo de cor, um acerto, um acordo entre o granito e as cores de terra que ele aceita, com uma excepção para o azul se com o branco se equilibrar no azulejo." -Saramago na Viagem a Portugal.


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não há lá nada, tinham-me dito, não fica lá nem dez minutos. antigamente era onde passava os domingos, era a feira do porto, agora não há nada. mas havia a biblioteca e galeria municipal a que chamaram Almeida Garrett (lá dentro na entrada um expositor self-service com todos os livros de Saramago -servi-me) nos jardins com flores cruzados por bicicletas, vivem pavões. dezenas de crianças dentro do pavilhão globo, outras tantas no espaço infantil de uma biblioteca onde se mora facilmente. (sinto a diferença mas não a consigo definir) habituava-me a esta cidade cinza e ocre onde crescem plantas por todo o lado. cidade de casas altas e estreitas cortadas por janelas, três, e encimadas por cúpulas magníficas de vidro. cidade de vidro.






s/n



s/n

partiu-se um quadro

e uma escultura: proibido fotografar desde há um mês. ordens da administração.

(venha cá para o mês que vem)





não contrariei nada e trouxe mais um Vila-Matas, a quem por alguma razão quero sempre chamar vale-matas. para o arquivo: a escolha era entre três, vi "cidade da Horta" num deles: veio.

cristal

Thursday, July 15, 2010

cais de Gaia

esplanada do Molhe







ah a memória

passeio da Foz

ícone

enquanto dormes

estar na Boavista a puxar para Matosinhos onde cheira tudo a peixe, até a areia, e as casas, as que mesmo novas não apagam o cheiro do peixe das sobreviventes. serpenteio por entre as grelhas da festa do mar, as viúvas e esposas ou mães são só de ferro. na praia suburbana banhistas quase tocam navios distantes. na água do porto do porto flutua lixo de plástico, embalagens, restos. a rede sopra vermelha, içada à força de máquinas.

tempura


na Casa da Música. sobre a varanda lilás grasnam gaivotas.

Wednesday, July 14, 2010

como se já tivesse visto


muitas vezes

 
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