light gazing, ışığa bakmak

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Friday, May 17, 2013

Iskandar ou Alexandre

não estão na prateleira virtual mas fazem parte dos livros da minha vida: a trilogia de Mary Renault sobre Alexandre Magno (cinema pipoca e literatura: a lista é grande mas não vale a pena perder tempo com ela). mas vale a pena olhar para os diversos, opostos ou divorciados modos de ver.


no museu britânico.


também no museu britânico.




daqui.




as últimas três da página de Alexandre no Hermitage de Amsterdão.

Saturday, September 22, 2012

filho

de revisita ao Fogo do Céu, por via do goodreads onde continuo a depositar memórias antigas, momentos que estavam guardados em algum lugar, caras desaparecidas, casas que já não são, todo um passado fantasmagórico que é, -soma -soma, a identidade, revejo o estranho sentimento que me provocou aquela, como paradigma das outras, relação entre mãe e filho. para além da relação institucional, a corte da mãe sempre perto dos aposentos do filho, espacialmente na parte mais importante do palácio, aquela que era intocável, aquela que se opunha e decidia sobre outras mulheres, para além do sexo. o momento em que uma mãe envia o seu filho para a guerra e lhe diz ganha, esse o momento da relação que me enche de perplexidade, esse é o momento que define aquela relação ambígua, absorvente e, talvez, uma das mais significativas. não é por nada que a presença continuada da mãe na vida do filho tem sido contrariada em várias culturas, considerada perniciosa e incapacitante. em várias sociedades que privilegiam o todo comunal, os filhos são retirados para serem educados por tutores.

rica é a história desta relação e os desvios que possibilitou, o maior na psicanálise que a culpou a ela de quase tudo. para mim, o momento que não compreendo, o pico daquela montanha, é esse momento em que ela diz vai e ganha.

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a mesma relação cortada à força em Canada, vista de modo inverso: o filho que olha para a mãe e a tenta decifrar. decifrá-la é o ponto que precipita o romance. curioso que (não sei se dito se intuído) o deslindar das motivações e das fraquezas da mãe sejam maior motivação da escrita do que o contar da própria história. mas isto é apenas uma suspeita. desconfio que o ponto mais crítico do olhar para trás seja aquele em que o filho vê que a mãe independente, opiniosa e rebelde tenha sido afinal uma mulher fraca. também desconfio que seja este preciso momento que me afecta a mim, pessoalmente.

Ford um mestre do mergulho em profundidade nas várias relações que unem as suas personagens.

 
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