light gazing, ışığa bakmak

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Monday, November 13, 2017

Kaurismäki, the other side of hope

Kaurismäki vive em Portugal há décadas e fala português mas nunca tive a sorte de o ver, embora apareça de vez em quando. vejo-o no cinema e é um dos realizadores a que mais gosto de voltar. as cores, o ambiente que ele quer Chaplin mas que lhe sai Lynch, um Lynch empático (agora que tenho andado com essa palavra na boca). à noite bloqueio mas o dia está de feição para um chá de laranja com casca, mel, pau de canela. a banda sonora de The Other Side of Hope é algo que gostaria de receber como prenda. existe uma list no Spotify que andei a ouvir uns dias (sempre a lembrar-me do J.) mas queria mesmo era aquela banda sonora. o décor do restaurante é hilariante, a paleta de cores mata-me quinze vezes por segundo, eu que pensava que a Finlândia vivia de branco brilhante e azul. a chegada do navio ao porto de Helsínquia tirou-me logo da cadeira do Ideal para o Tramp Steamer e para esse livro com que sonho há tanto, as histórias do Maqroll.
quanto à comédia-tragédia e a vida de um refugiado que submerge de um mar de carvão - essa imagem que tem sido associada a várias outras na história do cinema, fez-me lembrar o Charlie Sheen a emergir pintado do rio do apocalipse. de repente existe, é um humano, e está onde não devia estar. os dois actores, os dois lados da esperança (qual é o outro lado? este ou aquele?) são o oposto de uma situação e no entanto comunicam, ligam-se e são capazes de rir e fazer rir. procuramos sempre alguém que se escapa nas circunstâncias. mas alguns, sem ter pedido nada, foram expulsos e essa violência, a negação da identidade, muda tudo.






Saturday, August 12, 2017

ena! 2: Clash de Mohamed Diab, Eshtebak

quando se passa tanto tempo longe da sala escura, qualquer filme que venha parece extraordinário. essa sensação já a tive algumas vezes e estou com receio de ser este o caso. que excelente filme, uma epopeia em espaço fechado, um microcosmo a representar a humanidade.

aqui no guardian.

outro filme claustrofóbico que vi foi, julgo, Lebanon, todo filmado dentro de um tanque. mas julgo que essa ideia tem uma longa história. ainda no outro dia me lembrei do Deserto dos Tártaros, para além de todos os filmes de trincheiras.

esta história não é de guerra, mas de paz. é a história de todos os conflitos através do microcosmo controlado do veículo-prisão que é dentro mas de onde se vê ´fora' de um ponto de vista privilegiado. as mulheres, como habitual, são poucas mas absolutamente excepcionais e concentram nas aparentes frágeis personagens a força de vários cataclismos. já divago.

- -
a história: durante os 3 dias de tomada do poder à Irmandade Islâmica no Egipto, subida ao poder pelo voto, viveram-se tempos difíceis de manifestações, violência, Clashes entre a polícia e os militares e a Irmandade Islâmica, um país dividido ao meio. o filme relata um desses dias dentro de um veículo de detenção. as primeiras pessoas a serem detidas são dois jornalistas. segue-se um grupo de pessoas que se estavam a manifestar a favor do exército. depois um grupo de pessoas da Irmandade Islâmica e finalmente um polícia. perante o perigo, perante o que se passa lá fora (e o carro assume-se como um local privilegiado de onde se assiste mas também se vive este dia extraordinário), uma estranha coisa acontece: o grupo une-se nas suas enormes diferenças e o que era ódio torna-se empatia. que enorme missão para um filme político e de acção, uma missão conseguida e pela qual me apetece agradecer. recomendo vivamente.


ena!

o ena! é por ter finalmente ido ao cinema (e não de vestido florido, malinha, sorriso meloso) mas preto e jeans, as pernas enroladas para cima numa sala pequena com uma dúzia de pessoas, metade delas gente desagarrada e estranha como eu, a outra metade velhas de Lisboa perdidas que entram na 'matiné' sem saber o que se vai passar para depois saírem a um terço do filme ou enxofradas ou com falta de ar.

engraçado que falando recentemente com um marujo me lembrei de como eu era, mas sobretudo de como já não sou. também fui western'ocentric com todos os cool associados mas entretanto eu sim ia falar da divisão de águas, dar o meu palpite, mandar umas piadas, deixar os convivas a rir e a lembrar os outros tempos em que tudo era diferente. deve ter sido frente à mesquita nova, perto das sanguessugas e não longe das lojas de tecidos, que me pulverizei em outras coisas e, tal como em Pamuk, começou a minha yeni hayat - já sem centro, a história desfeita, os princípios perdidos em movimento como a areia do Guincho. ultimamente instalou-se sobre esta devassa outra ainda sobre a qual só falo - coloco na mesa luminosa - para a conhecer melhor porque me é tão estranha. e assim numa frase longa tentei imitar a geração de pessoas nas pregas do tecido das frases de Gogol e consegui. mas este conto tem apenas um acesso autorizado, o meu e aposto que durante pouco tempo pois as marés de memória transportam-me os areais para outras bandas muito amiúde.


Saturday, April 22, 2017

Mary Burns (O Jovem Marx, de Raoul Peck)

Imbuída em espírito político, ou melhor, muito semi-político pois desde que subscrevi o grande líder Sócrates nunca mais me apanham noutra (nunca digas nunca) e tenho sido uma nomad das ideias desde então – bem, imbuída em espírito político, fui ver O Jovem Marx. Contrariei a regra que sigo para artistas e escritores: quero lá saber das vidas e amores, interessam-me as obras, o resto é conversa cor de rosa.

Neste caso, (e como “nunca digas nunca) a candura de algodão doce do filme fez-me pensar, durante todo o filme, em: - primeiro, os milhões de mortos que seguiram; - segundo, no incrível perigo das boas intenções. Este último aspecto interessa-me particularmente até porque pinta um retrato da minha vida. As ideias, essas boas intenções humanas, e aquilo que está na base do que somos no conjunto dos seres vivos e no conjunto das galáxias a girar no espaço profundo, são o que nos transforma fatalmente em ícaros condenados. Existe alguma boa ideia sem a correspondente queda?

O filme é um pouco arrastado e pode tornar-se entediante para quem não se interessa muito pelo conteúdo, o que não foi o meu caso. Com surpresa, amei o final: Bob Dylan a cantar a Like a Rolling Stone com imagens de muitas situações posteriores ao Manifesto Comunista mas que justificaram e continuam a justificar o sonho de Karl Marx.


Feita para mim no filme foi a personagem Mary Burns, a mulher não casada de Engels, com quem tanto me identifiquei. Dela diz a Wikipédia: “Não foi escrita muita coisa sobre Mary Burns. As únicas referências directas que sobreviveram é uma carta de Marx para Engels por ocasião da sua morte dizendo que ela tinha uma boa natureza e era esperta e uma carta da filha de Marx dizendo que ela era muito bonita e esperta”. Enfim, não sabia ler nem escrever, o habitual nos confins da história das mulheres e a regra geral no apagamento radical das suas existências. Mary Burns no meu coração.

Wednesday, March 15, 2017

Wednesday, March 1, 2017

Paris, Texas

apetece-me ficar também em silêncio e deixar rodar apenas a música de Ry Cooder. ver este filme passados tantos anos, um filme de culto, icónico, as imagens fazem parte daquilo que eu sou, daquilo que somos muitos de nós que vivemos os anos oitenta com loucura, abandono, um pouco blasé, como se não existisse fim e nem sequer amanhã. olhámos para os desesperos dos que nos precederam com olhos brancos. e criámos tanto quanto destruímos, tal como Travis. Travis está forlorn and silenced como todos nós estamos em dias menos automáticos.

o tranquilo F. dizia-me que no seu imaginário estão os relatos de Jorge Perestrelo. no meu estão o deserto e as frases ventosas de Sam Shepard. há diferenças.

para ler, a crítica de Ebert.
música
um site com a transcrição dos diálogos

Monday, January 30, 2017

Tuesday, December 27, 2016

The Salesman, Asghar Farhadi

Adoro Farhadi, não sei se encontro quem escalpelize melhor os sentimentos mais profundos e ocultos, aqueles que não querem ser vistos. mas tudo tem de ser visto com o maior cuidado. Farhadi conduz-nos por labirínticos caminhos, os seus, certas assunções insinuam-se na história e no estado das coisas, certas assunções tão finas como as mulheres de Pires Cardoso que persegui aqui há alguns anos.

"The film is a slow-burning, visceral drama that explores the psychology of vengeance and a relationship put under strain while continuing to explore the condition of women in Iran and the male psyche." uma frase que resume bem os temas centrais do filme. a psicologia não só da vingança mas sobretudo da dignidade masculina, a masculinidade e o que significa, bem como o que significa ser mulher. de novo, é a mulher do abusador quem é a mulher de quem se deve gostar, a mãe, a que carrega a família, a que devota a vida sem condições.

a imagem do prédio que se desmorona, as rachas nas paredes e no vidro, os moradores em fuga, é um imagem alargada da casa-relação entre as duas pessoas. uma escavação, o equivalente ao episódio de abuso da mulher, provoca o ruir do casamento. como se vão estas duas pessoas olhar depois de tudo? com a vergonha de se terem conhecido mais do que se queriam conhecer, como se dentro de cada pessoa existisse um lugar negro que ficaria melhor escondido.

"We’re caught up in something that can only be called suspense, and it’s galvanizing, but the suspense hinges purely on what’s going on in the characters’ hearts and minds." outra boa frase sobre este filme.

ultimately, Rana é ingrata pois não aprecia o marido dedicado e amoroso que tem. é verdade que sim, é um marido dedicado que a trata, pelo que vemos, como uma igual. mas é mesmo? o filme é sobre o trauma nele do abuso da mulher, uma distorção do olhar, como se ele fosse a verdadeira vítima, a honra manchada, o seu lar arrombado, ele que nada fez para o merecer, ele atencioso, talentoso, educado. ah, Farhadi, esse manobrador.

"But the real problem that Emad is dealing with is the emotional withdrawal of his wife. That’s what’s making him angry; that’s what he wants revenge for. Deep down (in a way that he has zero awareness of), he’s getting back at her. And that’s what makes the unfolding drama of “The Salesman” so tense and devastating. " exactamente. afinal, em muitos países muçulmanos, as mulheres atacadas passam a ser culpadas e muitas são assassinadas para expiar a culpa.
excelente review, aqui.


Tuesday, December 13, 2016

I Daniel Blake

li algumas críticas que se lançavam ao conteúdo claramente político, de esquerda. tenho dificuldade em entender essa objecção a uma história. os filmes de série b e as sérias de terceira categoria ostentam esse sinal proibido do passado, a moral da história. o mesmo pecado não é aceite no contexto do cinema de qualidade, ou não seria, mas porquê?

Daniel Blake é um carpinteiro viúvo, honesto, que sofreu um ataque cardíaco. o médico proíbe-o de trabalhar enquanto não recuperar, com descanso e exercício, como lhe dizem os fisioterapeutas. empurrado para um limbo: não consegue receber subsídio de desemprego porque não está desempregado nem subsidio de invalidez pois a funcionária do estado que o entrevista considera que está apto para trabalhar. esse limbo burocrático é a vergonha dos estados ocidentais que prometeram e tentam a todo o custo não o fazer. as filas para as entrevistas, os procedimentos, as visitas obrigatórias, os carimbos das entrevistas, o cursos obrigatórios e sem sentido. lá como cá, quem cai nas malhas do sistema é reduzido ao número mais insignificante possível, um pedinte do estado. tratamos os desprotegidos dos nossos estados como tratamos os animais.

kafkiano, uma espécie de palhaço triste, uma comédia trágica, um belo filme. recomendo.


sobre este filme, O Lápis já não é o que era, uma artigo de António Bagão Félix, uma pessoa pública com quem simpatizo bastante.

Monday, October 31, 2016

Before the Flood, Leo

this show is actually ON right now on the main channel of national tv. rtp1 pride, well done.




Monday, September 19, 2016

'Mountains May Depart', Jia Zhangke

e finalmente 'Mountains May Depart', o último filme de Jia Zhangke. os actores são os mesmos, a temática a mesma, o local o mesmo, outro grande filme. a novidade absoluta é a mudança radical de lugar e de língua na terceira e última parte do filme que se passa em 2025. eu diria que Zhangke está melhor no presente e no passado. a sua visão do futuro em Melbourne está fraca, limitada, cliché até, enfim, um peixe fora de água (nota para o tablet e o telefone, transparentes e muito bonitos mesmo espero que alguém se inspire e os desenhe assim).

o espelho até certo ponto da história recente da China, sem os fervores e as mortes da onda comunista mas numa morte lenta, uma revolução silenciosa e letal. Zhangke deveria talvez adoptar para si a palavra 'saudade', o peso da sua melancolia é um gigante à solta em toda a sua obra.

an entire oeuvre dedicated to the tragic effects of capitalism in China.





a menina do clip acima quer que o filme seja sobre triângulos amorosos, mas não é. é sobre o capitalismo.

'Still Life' (Sanxia Haoren), Jia Zhangke



a review from The Film Sufi, here.
a review in Slant Magazine, here.
a review in Bright Lights, here.
a review in Guardian, here.
an article in the Visual Culture blog.
an article in Studies in Cinema.

Upon release, Still Life was widely heralded, ending up on many “ten best” lists for the year. The influential French film journal "Cahiers du cinéma" chose it as the second best film of the year, the Los Angeles Film Critics Association named it the best foreign film, and it took home the top prize Golden Lion at the Venice Film Festival. 

já que não escrevi antes, fica pelo menos a página de notas.




Cry me a river, Jia Zhangke





Useless, Jia Zhangke



um dia de cinema que dediquei de novo a Jia Zhangke a quem Ebert chama "one of the contemporary world’s great filmmakers". aqui um documentário de 2008, depois de Still Life que vi mas sobre o qual não tomei nota aqui embora tenha sido um dos filmes que mais perdurou na minha memória e que mais formou a minha ideia da nova China.

a não perder 'Mountains May Depart', agora no Monumental.


Saturday, September 17, 2016

The Mirror, Tarkovsky

o filme mais bonito que já vi mas isso é dizer pouco, um dos melhores filmes jamais feitos, talvez seja mais claro. não vou dizer nada sobre esta obra-prima, citações só.












First Dates
by Arseni Tarkovsky

Each moment of our dates, not many,
We celebrated as an Epiphany.
Alone in the whole world.
More daring and lighter than a bird
Down the stairs, like a dizzy apparition,
You came to take me on your road,
Through rain-soaked lilacs,
To your own possession,
To the looking glass world.

As night descended
I was blessed with grace,
The altar gate opened up,
And in the darkness shining
And slowly reclining
Was your body naked.
On waking up I said:
God bless you!
Although I knew how daring and undue
My blessing was: You were fast asleep,
Your closed eyelids with the universal blue
The lilac on the table so strained to sweep.
Touched by the blue, your lids
Were quite serene, your hand was warm.

And rivers pulsed in crystal slits,
Mountains smoked, and oceans swarmed.
You held a sphere in your palm,
Of crystal; on your throne you were sleeping calm.
And, oh my God! -
Belonging only to me,
You woke and at once transformed
The language humans speak and think.
Speech rushed up sonorously formed,
With the word “you” so much reformed
As to evolve a new sense meaning king.

And suddenly all changed, like in a trance,
Even trivial things, so often used and tried,
When standing 'tween us, guarding us,
Was water, solid, stratified.
It carried us I don’t know where.
Retreating before us, like some mirage,
Were cities, miraculously fair.
Under our feet the mint grass spread,
The birds were following our tread,
The fishes came to a river bend,
And to our eyes the sky was open.

Behind us our fate was groping,
Like an insane man with a razor in his hand.

(translated from the Russian by Tatiana Kameneva)

and
A Beautiful Day

Beneath the jasmine a stone
marks a buried treasure.
On the path, my father stands.
A beautiful, beautiful day.

The gray poplar blooms,
centifola blooms,
and milky grass,
and behind it, roses climb.

I have never been
more happy than then.
I have never been more
happy than then.

To return is impossible
and to talk about it, forbidden—
how it was filled with bliss,
that heavenly garden.

daqui, muito bom.

'simplicity itself'

But what might appear confused, difficult, or opaque on first viewing becomes something else with repeated screenings. Having seen Mirror a half-dozen times, over a decade or so, in a number of different countries, it now appears to me as simplicity itself. What at first seems to be an aberration in regards cinematic narration now seems the most organic means of telling a story through the medium of film, through the use of images suffused with movement, time and light. Tarkovsky has described the dramaturgy of Mirror as following “the associative laws of music and poetry” (6), laws that are – at the same time – transformed through their contact with the medium of film.
daqui, Senses of Cinema.

“Mirror is so hypnotic that questions of the film’s alleged impenetrability dissolve under the impact of moment after moment of the most visually stunning, rhythmically captivating filmmaking imaginable.”
Maximilian Le Cain em www.sensesofcinema.com

este filme é mais eu do que eu.

 “My discovery of [his] first film was like a miracle,” recalled Ingmar Bergman. “Suddenly, I found myself standing at the door of a room the keys of which had, until then, never been given to me.”
daqui.





Friday, September 16, 2016

yol, caminho, estada, road


The road and the end
Carl Sandburg

I shall foot it
Down the roadway in the dusk,
Where shapes of hunger wander
And the fugitives of pain go by.
I shall foot it
In the silence of the morning,
See the night slur into dawn,
Hear the slow great winds arise
Where tall trees flank the way
And shoulder toward the sky.

The broken boulders by the road
Shall not commemorate my ruin.
Regret shall be the gravel under foot.
I shall watch for 
Slim birds swift of wing
That go where wind and ranks of thunder
Drive the wild processionals of rain.

The dust of the traveled road
Shall touch my hands and face.


- -
continuando a estrada da poesia visto que o descendente está a ser indoctrinado tanto em inglês como em português. a contar versos, sílabas, a saber o nome das várias estrofes e a ler Florbela Espanca. a dizer que os adolescentes não lêem poesia (contraponho veementemente com as letras Grandes de Sam the Kid, Boss AC de quem imprimi o E se fosse contigo), que a poesia é "expressão" de "sentimentos e emoções" de um "eu poético", expressões e ideias século dezanovistas que detesto. gosto de voz, ideia, emoção, momento, imagem. snapshop até, escultura de palavras ou de sons. lemos alguns poemas imagistas onde o tal eu se esfumou na espuma das ondas. ontem ia caindo de costas no sentido mais literal do pensamento com O Espelho de Tarkovsky, o realizador do meu coração. perdi o Solaris mas que interessa, vejo mais tarde de novo e de novo.
e lemos este caminho de Carl Sandburg, o poeta do midwest americano, da energia, de Chicago com os seus prédios erguidos do chão, um favorito. ontem enganei-me e associei Tarik Akan a Yol, induzida em erro por um turco do Instagram. foi Sürü, que ainda tenho de ver. Tarik com o outro 'i' era um actor amado pela nação, um homem bom. imagino que tão querido como o nosso Ruy de Carvalho, mas com o extra da defesa da humanidade, da liberdade, tão importante naquele país. no nosso as lutas passaram a lutas pelos déficits europeus, pela luta dos euros e das dívidas. do mal o menos, que bem estamos afinal.

Sunday, August 28, 2016

13 timeless movies for a poetic summer









 the man with a movie camera




 
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