light gazing, ışığa bakmak

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Monday, January 9, 2017

Friday, August 5, 2016

estava a pensar


na cafetaria do Palácio de Queluz, mas não sei o horário. que tal?

Saturday, January 16, 2016

café


Thursday, January 7, 2016

Monday, October 19, 2015

Monday, October 12, 2015

às vezes


Friday, April 10, 2015

Saturday, September 20, 2014

perspectiva matinal


cem por dento descanso até ao meio-dia, nem quero acreditar. (descanso não é sono, digamos, sono é sonho é nada)

"Todos os dias saio em busca de algo diferente, / demandei-o há muito por todos os atalhos destes campos; / Além nos cumes frescos visito as sombras, / E as fontes; o espírito erra dos cimos para a planície, (...)", parte de algo que vou oferecer amanhã.

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descanso terminado: o resto do dia fazendo bolo por um lado e um catálogo por outro.

Friday, February 28, 2014

dias cinzentos e a colecção de cafés




(no observatório astronómico de lisboa, ou bem, nas suas costas, a segunda imagem, e um novo pacote de açúcar, com frida kahlo, cuja imagem iconográfica chega a ultrapassar a sua obra. gosto de a colocar em oposição ao capítulo dedicado ao contraste beleza-moralidade, livro um parte três de Guerra e Paz: Maria, de cara simples e passos pesados, que nenhum penteado fará bonita, que nenhum vestido melhora, é bela interiormente (nos órgãos também, suponho, com a sua vida saudável), religiosa e moral; Anatol, dandy citadino, perfumado e belo mas sem conteúdo pois posa para a primeira impressão e para a segunda mas não diz uma palavra (não terá nada a dizer, pois) e cuja moralidade não existe também pois vive para o prazer e, neste caso, para tentar apanhar pelo meio do casamento a fortuna da moral Maria. de uma época em que conteúdo era beleza, como me divirto com Tolstoi. se o esforço de análise se ficasse por esta oposição, mas não: é-nos claro onde está o coração do autor, é-nos claro o que justifica cada personagem, como pensam, porque pensam deste modo e como é previsível a sua actuação. um tratado profundo sobre identidade, comportamento, regras, expectativas e sociedade.


Wednesday, February 5, 2014

e estando em maré de amor


um xi-coração às meninas do mcdonalds que nos preparam estas belezas de vez em quando.

Saturday, April 13, 2013

êxodo

foi-se embora já há um ano, mas com ela não me preocupo que está bem. com ele preocupo-me mais, tem filhos. mas vem cá todos os quinze dias. a mulher está bem, é sub-directora de... a pessoa pensa que tudo termina com a licenciatura, são independentes, têm sucesso, mas estamos muitos enganados. ele tinha a sua própria empresa, construção civil, teve de fechar tudo e de se adaptar. para ele foi mais difícil do que para nós, entrar-lhe na cabeça...
entre dois mundos, o de Pamuk e o meu, para a bica matinal.

Thursday, April 11, 2013

classes

o meu café divide-se pelas classes sociais à medida que o tempo passa: às sete da manhã são as raparigas que se instalam e falam entre si da vida doméstica e dos transportes, às oito são os trabalhadores de obras, jardins, electricistas, canalizadores de passagem, às nove é quando avança a maior parte das pessoas, o horário de maior promiscuidade, às dez são os trabalhadores mais tardios e as primeiras pessoas desocupadas, às onze claramente os ricos e os primeiros reformados, ao meio-dia chegam os funcionários de escritório para o almoço de quiche e sopa. este café não é típico de lisboa nem dos bairros mais antigos, mas é um exemplar perfeito de café de subúrbio calmo e que já foi mais próspero. por ser em local de passagem, as mais criativas misturas de classes cascaelenses são possíveis. o que não é de todo: rural ou do interior, aqui é tudo urbano. [e, portanto, na opinião de alguns, menos autêntico, opinião que não levo em grande conta].

recentemente juntou-se à clientela um grupo característico, o dos funcionários públicos, que foram deslocados do centro da vila para um novo edifício na fronteira da freguesia. os encontros tornaram-se mais hilariantes. os funcionários públicos saem às nove e meia em ponto em grupos de três ou quatro e vão a pé ao café. aí ficam uma meia hora a conversar sobre o 'serviço' e sobre as vidas de cada um. esta é a base da nação, a linha mediana, o senso comum, aquilo que é próprio, nacional, a garantia de que é aqui que  pertencemos. um destes dias um grupo de funcionários bebia o seu café quando um casal se levantou e saiu. ele com uma espécie de fato de treino, ela magríssima. ela para o seu Porsche Cayenne, ele para um Porche Cayman brilhante. os quatro, dentro do café, gracejaram eu ficava com ela, eu ficava era com o carro, num fosso maior do que aquele que nos separa da argélia ou de outro país ainda mais longínquo.

alguns dias depois vejo o mesmo casal, desta vez sem funcionários, ela ainda magríssima, ele sem destaque e anónimo. no final da bica, entraram ambos para um fiat seat que não era novo. e para mais: tomei consciência de que sou bem capaz de os conhecer.

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11/04/1994
Llegaron los primeros ejemplares de los Cuadernos. Tomo uno, lo hojeo, voy de página en página, de día en día y buscando los defectos que Clara Ferreira Alves le apunta (autocomplacencia, sequedad, falta de frescura, aún algunos más, no tan fácilmente condensables en la brevedad de fórmulas como éstas), y lo que encuentro es alguien (yo mismo) que habiendo vivido toda su vida con las puertas cerradas y atrancadas, las abre ahora, impelido, sobre todo, por la fuerza de un descubierto amor de los otros, con la súbita ansiedad de quien sabe que ya no tendrá mucho tiempo para decier quién es. ¿Será esto tan difícil de entender?
Cuadernos de Lanzarote I - pág.301)
José Saramago


em espanhol porque assim li, esta manhã.

Monday, April 8, 2013

silêncio (2)

há quem prefira a máquina das bicas ou o alarme nocturno, os candeeiros ou as cadeiras berrantes. as pessoas falam-me mais do que a mobília, que reservo para os cliques de paisagens desertas onde reina o silêncio. nos desenhos, as cores que faltavam em ambos, mas essa é outra história.

no café não sei qual é a marca da máquina, nem do café pensando bem. no outro dia, um grupo de quatro jovens mudos travavam uma conversa animada que me matou de curiosidade, tanta quanto os dois japoneses que ali esperaram durante mais de meia hora (tinham sido demasiado pontuais) pelos seus parceiros portugueses. não entendi nada do assunto que debatiam. a meio da conversa duas das raparigas saíram para poder fumar. fiquei a aguardar o silêncio dos que tinham ficado, como ficamos quando alguém abandona de repente uma conversa e o assunto fica suspenso no ar. mas elas, do outro lado do vidro, continuaram a conversa com os dois que tinham ficado do lado de dentro, tão animadamente como antes.

silenciosos somos nós.


Friday, October 14, 2011

s/n



nas United Bakeries dentro do centro Peléet, neste caso fora, na esplanada. em Oslo comi o melhor pão que já alguma vez comi na vida.

Wednesday, December 1, 2010

será

que já tinha dito o quanto gosto de Zurbarán?

Friday, April 9, 2010

aperto, nó


preparava-me para mergulhar no Walden, ironicamente frente a um Atlântico azul, quando a conversa da mesa matinal ao lado me desfocou as páginas. mãe e filha discutiam procedimentos médicos que deduzi terem sido seguidos no tratamento e alívio de um cancro. a morfina, os testes, as dores, o que tinha sucedido nesta e naquela data. a doença tinha durado três anos desde os testes iniciais até à morte do pai, há dez dias atrás. a filha, parecendo aborrecida ou nervosa - reacção cega que por vezes resulta da dor, tentava puxar a mãe para a vida com as coisas que se dizem: a mãe tem que tratar de si, a saudade nunca acaba, a dor não desaparece mas temos que viver com ela. pessoas inteligentes, resistir. e a mãe diz só: mas ele era o meu amor!

Wednesday, March 3, 2010

o melhor de Portugal,

o café Saudade em Sintra, perto da estação a meio caminho entre a vila e a Estefânia. quero lá ir muitas vezes, tirar fotos aos animais Bordalo Pinheiro, comer queijadas e, sentada em peças de antiquário, ler, ler, ler.





Tuesday, November 18, 2008

meia de leite (4)


Espinho

Monday, October 27, 2008

meia de leite (3)


miranda do corvo

Wednesday, August 6, 2008

meia de leite (2)

DSC03892
duas palavras: pomazánkové máslo. e bagels. já foram três. and for later.

 
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