light gazing, ışığa bakmak

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Sunday, December 13, 2015

real abadia de santa maria de alcobaça, o vergonhoso esquecimento nacional












 Alcoa, benditos monges.

esta preciosa pérola branca, património nacional, está votada ao mais vergonhoso abandono. em julho deste ano (mas que surpresa, esses vendedores da alma de Portugal, abriu-se concurso para dar parte do mosteiro para hotel privado). uma imoralidade - dar  torre de londres, o castelo de helsingor, a catedral de sevilha, etc etc. este é património valioso. estas terras foram dadas pelo primeiro rei de Portugal aos monges de Cister, em cumprimento de promessa. estes monges abrem em 1269 a primeira escola pública. que triste país somos que vende a sua alma ao desbarato. apenas uma abadia cistercense era maior do que esta na europa, e essa já não existe. modéstia, humildade, isolamento.

belíssima obra branca de um gótico limpo, claro luminoso. uma das 'maravilhas', património do meu coração.

uma colecção de história, as camadas da nossa existência nacional. uma deslumbrante porta manuelina que apenas se vislumbra, obliquamente. as decorações barrocas da escadaria. dos túmulos, essa obra grande da arte tumular, pode-se dizer:  The lovers face one another, their tombs inscribed with the phrase "Até o fim do mundo..."



uma nota de tristeza para a capela dedicada à morte de s. bernardo e ao triste estado deste conjunto This chapel, located in the South side of the transept, has a sculptural group depicting the ("Death of Saint Bernard", one of the best works authored by 17th-century Alcobaça monks"). muitas imagens aqui. o claustro do silêncio.




orgulho, esta terra é uma epopeia (o presente é sempre passado)

 na taberna da adélia. e sim, comemos a maçã de Alcobaça com leite-creme.










 na praia do norte





esta última do blogue de Alexandre Pomar, com imagens do neo-realismo português.

Eduardo Gageiro









respeito, admiração.
na verdade cada vez mais gosto do neo-realismo. para ler, Viagem a Portugal, Saramago, Os Pescadores, Raúl Brandão.

a grande parte desta imagens são daqui.

real abadia












serras de aires e candeeiros, onde se escuta a terra-mãe no coração da pedra. não será possível transmitir esse sentimento neste momento. talvez fosse, mas não agora. semelhante só a lagoa das sete cidades, para mim, dentro da terra com as nuvens a passar lá fora.

o arquitecto do real abadia divertiu-se e diverte com ele, faz lembrar o humor, o detalhe, o olhar e a brincadeira que pode ser um edifício, neste caso acessível, sustentável e inspirador. o que faltou? chefe na cozinha de sábado, chá e café no quarto. de resto, perfeito e digno do meu único dia de férias do semestre. nas colinas verdes em redor, as cores de portugal em dezembro, invisíveis galos degladiam cantos.

 
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