deste ano são tantos: Pamuk neste final de ano, valeu a pena esperar perante o enorme abismo e seguir em queda livre; Candide de Voltaire; Walk. depois: Au Japon (bem sei, a sequência é estranha) e O Velho que lia Romances de Amor. em meados de Abril, na Patagónia. no Inverno passado foi Gogol. que ano estrondoso.
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estes são alguns dos melhores do público mas listas não faltam na net. positivamente vendo: ter entrado para o goodreads pela mão do Armando (thanks!)
light gazing, ışığa bakmak
Wednesday, December 26, 2012
ah os meus melhores livros
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Ana V.
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TAGS Biblioteca de Babel, Elena Janvier, Gogol, Luis Sepúlveda, Orhan Pamuk, Robert Walser, Voltaire
Monday, August 20, 2012
no Japão
"Café Doutor
Les amoureux japonais des cafés Doutor ne se parlent pas, ne se tiennent pas la main, regardent leur thé au lait. Ils picorent à deux un gâteau Mont Blanc (mon boulan) durant des heures, sans rien dire. On dirait qu'ils s'ennuient, mais peut-être que non. Parfois l'un bâille et l'autre sourit, attendri, en penchant la tête de côté. Puis ils s'en vont, avec leur amour sans paroles, comme une mélodie pour piano seul de Mendelssohn."
Elena Janvier em Au Japon.
e, talvez no extremo oposto, Pynchon com o The Crying of Lot 49 que estou a ler agora. imagino o que seria ler Pynchon sem me sentir deprimida e(ou) enganada, mas não sou capaz.
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Ana V.
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Sunday, August 19, 2012
verde
entre o verde e o azul, como a toalla de hoje.
"Certes il existe un mot pour dire bleu (ao) et un autre pour dire vert (midori), mais ce serait trop simple. Il se trouve que notre perception diffère. Soit, la mer est ao et les feuilles des arbres midori, mais ça arrête là. Ce que je vois vert (midori) sera perçu ao (bleu): les feux de signalisation verts sonts bleus comme les émeraudes...
«Que se passe-t-il entre le bleu et le vert?», se demandait Godard dans sa Lettre à Freddy Buache. (1981)."
Elena Janvier em Au Japon.
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Ana V.
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Monday, August 6, 2012
samurai
"ÉPIPHANIE
Un papillon vole autors de vous, l'âme d'un samouraï."
Elena Janvier, Au Japon.
no norte germânico um ambiente agradável deve incluir sinais de poder e abundância. no norte escandinavo deve transparecer o sentido de humor de quem o criou, no sul um ambiente agradável deve incluir algum elemento de prazer. não sei onde estamos. certos grupos agarram-se à ideia do poder, mas os novos portugueses que vejo misturam esse sentido de humor com o luxo com a pobreza com uma estética da ruína e com retalhos do mundo longínquo. assim é ir ao Chiado.
pretendo continuar a citar Au Japon, um livro dócil e sem género.
os hotéis em que páro ficam numa escala ao nível do aceitável-por-uma-unha mas acima de muito-mau. não os recomendaria a ninguém. uma família que aqui fique como aquela (o homem de chinelas, as calças sujas na baínha do filho, o baton-cicatriz descomunal na cara da mulher) desejava não estar aqui. o desejo de ter mais coisas acaba por ser uma ferida aberta que mina a existência quotidiana. a relação com as coisas aflige-me.
lenços Hermés.
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Ana V.
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Sunday, August 5, 2012
bains
"BAINS
Au Japon, on ne met jamais de bain moussant dans le bain. Il n'y a pas de bain moussant, en fait. Le bain moussant n'existe pas. Le bain moussant, c'est tout simplement une hérésie. L'eau du bain est pure et claire, vu qu'on s'est déjà douché, shampouiné (tous les jours), étrillé et copieusement rincé avec des baquets dans un espace réservé à cet effect. Le comble du raffinement: une cuve en bois de cryptomère dont l'essence parfume délicatement l'ear brûlante, et où l'on peut faire flotter, selon la saison, une racine d'iris ou quelque cédrat."
Elena Janvier em Au Japon ceux qui s'aiment ne disent pas je t'aime, um livro sui generis (e sem género) sobre as diferenças culturais entre a França e o Japão.
há várias singularidades neste livro. para além de não pertencer a nenhum género em particular (uma qualidade), não tem um autor mas três autoras jovens e anónimas sob o nome de 'Elena Janvier'. começa da melhor maneira (tradução muito livre minha): 'No ano de 1585, o padre jesuíta português Luís Fróis..." este padre escreveu um pequeno tratado sobre as diferenças entre japoneses e portugueses. é onde Luís Fróis termina que este ensemble de raparigas jovens quer começar. se tivesse aroma era flor de cerejeira.
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Ana V.
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