light gazing, ışığa bakmak

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Sunday, July 6, 2014

vinho capitoso

"Atrás do açúcar veio o vinho capitoso, o porto interposto aos continentes, a abreviatura fantástica das paisagens mais belas e sedantes que o ocioso busca na Terra: montanhas a mil metros, mas também vales aconchegados; interior serrano e recessivo, mas sobretudo costa em anfiteatro. Do brote vulcânico primitivo restam falésias a nu ao rés do litoral, mas a estrutura interna e escoriácea da ilha foi mais ou menos recoberta de uma vegetação caridosa. O corpo eruptivo sossegou, a erosão trabalhou por toda a parte como um cavador diligente e pobre que ajeita o seu pedregal para lenha e culturas. Simplesmente, estes lavradores geomórficos não pensam muito no homem, trabalham para a vista das aves, dos aviadores, dos turistas. Mas tudo é cortado de ravinas, depositado ao fundo de gargantas espiadas do alto por picotos só bons para pássaros ou talvez para alpinistas. E o madeirense, esmagado pela paisagem, acaba por viver como uma formiga caída na dobra de um pão de muito sôlo." Vitorimo Nemésio no livro A Madeira na obra de escritores portugueses, de Rui Nepomoceno, que vi no balcão da Esperança. excelente.

Saturday, July 5, 2014

qual londres qual ny: Livraria Esperança (2)









muito importante: comprar o que lá está dentro.

horsie


chapelaria


bP


crónica


ontem

o jogo do Brasil foi n'O Portão: madeirense genuíno com uma simpatia imbatível. para voltar e voltar porque se sabe que se está em casa. na zona velha.


despojos


rebuçados de maracujá.

uma

história literária da Madeira.

bordado, miss elizabeth phelps








o paninho mais pequeno eram 27 euros, a toalha maior 6000.
Bella.
mais aqui, com uma bela descrição de todo o processo.

Friday, July 4, 2014

o Savoy



(never mind the text) ou melhor, um buraco que já foi o Savoy, uma parte grande da história da cidade, uma parte da minha própria história. foi do seu terraço que vi o fogo de artifício do ano novo madeirense. nesse ano, Berardo e Fátima Lopes estiveram no jantar. algumas semanas depois fechava o hotel que tinha biblioteca, foram mandados para casa empregados de décadas, negados clientes de décadas, apagadas paredes de muitas histórias. tenho imagens do Savoy desse Dezembro, antes da sua morte. é preciso publicá-las. por agora, a ganância bancária e a especulação fizeram dessa casa este enorme buraco.





o google, esse robot fantasmagórico, ainda o mostra intacto. os mapas da cidade ainda se referem ao espaço como o Savoy, a paragem é a do Savoy em todos os mapas.

grand café

capuccino na varanda do Golden Gate.


ameixas de são joão


aquelas são minhas.

rua das pretas


o que sucedeu na rua das pretas? este edifício no topo da rua é prenúncio de toda uma catástrofe. apenas algumas lojas restam de uma rua que já foi repleta de comércio. fechou até, pasme-se, a loja chinesa. e, no entanto, mesmo ao fim da rua está-se no centro e no bulício das compras. tentei decifrar o enigma. talvez a velocidade automóvel numa rua estreita que deveria ser fechada ao trânsito, algum centro comercial que desconheço, uma maldição antiga. uma pena: todos os seus edifícios, quase, são tão bonitos mas estão desocupados, abandonados e em ruína. alguém salve estas pretas!

mais, aqui.
e mais.

os azulejos da casa museu frederico de freitas






outra parte desta casa é a 'casa dos azulejos', uma impressionante colecção de azulejos, desde os persas e turcos, os de sevilha, os portugueses, os da flandres, de inglaterra e os arte nova. excelente e sem se poder tirar imagens mas fui a tempo de 'roubar' os persas, turcos e de isfahan (Isfahan no Funchal!). quantas surpresas se escondem nesta cidade, nesta ilha.












casa museu frederico de freitas




não sou de cinco estrelas, sou mais de mochila solitária - mas as crianças deliram com as piscinas, as atenções, o tamanho das camas. num dia cinzento, o programa foi meu e algumas horas (ainda assim poucas) dedicadas a uma verdadeira pérola do Funchal: a casa-museu Frederico de Freitas. o que se vê é o que se sente pois não há catálogo, a maior parte das peças não estão identificadas, não é possível fotografar e não há souvenirs ou livros que se possam trazer para casa. os olhos só e a memória vão reter esses objectos, a colecção de uma casa que foi habitada e doada ao governo da Madeira. tudo brilha e está fantasticamente preservado, limpeza, cuidado. eu viveria entre a biblioteca da casa e a sua cozinha, esplendorosas. aqui, a um pulo do centro, não encontrei turistas... mas o ranger dos soalhos brilhantes. tanto melhor. estas são as minhas cinco estrelas.

igreja de são pedro





linda de morrer.

 
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