a mesa de luz

Sunday, August 30, 2015

para os pouco católicos:

a grande ironia é que a sociedade civil portuguesa se levanta e voluntaria para ajudar os refugiados da Síria, expressando a sua vontade em recebê-los bem. quem é esta sociedade civil portuguesa? a maior parte são grupos cristãos, diga-se o que se disser, esta é a verdade. para seguir: Rui Marques do Instituto Padre António Vieira. haja alguém. respeito.



[ EN DIRECT DU TERRAIN ]#sauvetage #Argos"Bonjour, est-ce que vous entendez, s'il vous plaît restez calme, s'il vous...
Posted by Médecins Sans Frontières on Friday, August 28, 2015

Saturday, August 29, 2015

wasted rita at dismaland

quanto ao conteúdo está bem está. mas a forma é gloriosa, a portuguesa wasted rita no acontecimento artístico do mês, Banksy's dismaland.

kitchen table


sweet




Thursday, August 27, 2015

passagem pelo sul

duas coisas boas: os figos e a leitura. para além de estarmos vivos e o ano ter sido fraco em osgas.

Wednesday, August 26, 2015

e assim terminei 'Boy'


outro livro que os miúdos lêem na escola e de onde saiu afinal Harry Potter.

"I began to realize how simple life could be if one had a regular routine to follow with fixed hours and a fixed salary and very little original thinking to do. The life of a writer is absolute hell compared with the life of a businessman. The writer has to force himself to work. He has to make his own hours and if he doesn’t go to his desk at all there is nobody to scold him. If he is a writer of fiction he lives in a world of fear. Each new day demands new ideas and he can never be sure whether he is going to come up with them or not. Two hours of writing fiction leaves this particular writer absolutely drained. For those two hours he has been miles away, he has been somewhere else, in a different place with totally different people, and the effort of swimming back into normal surroundings is very great. It is almost a shock. The writer walks out of his workroom in a daze. He wants a drink. He needs it. It happens to be a fact that nearly every writer of fiction in the world drinks or whisky than is good for him. He does it to give himself faith, hope and courage. A person is a fool to become a writer. His only compensation is absolute freedom. He has no master except his own soul, and that, I am sure, is why he does it."

Roald Dahl em Boy. nas quotes inspiracionais tiram as frases do whisky. temos pena mas foi aquilo mesmo que ele disse.

seja como for: limpo, claro, engraçado, revelador, sério, solidário. e uma parte importante da história da ilha da chuva.

"Roald Dahl wrote his books in a brick hut , which was built especially for him , on the edge of the orchard at Gipsy House."




vidraceiro (2)

cada vez que me dizem que não tem explicação eu penso que explicação tem, tu é que não a conheces. 

Tuesday, August 25, 2015

countdown








vidraceiro

na casa de banho explodiu um vidro do duche ontem à noite. partiu-se em milhares de pedaços com um estrondo, sem razão aparente, e espalhou-se pelo chão da casa. isto seria uma metáfora perfeita do meu ano. (quem dera à minha priminha estar no meu lugar)

(nunca mais confio num sacana de um vidro temperado)


macarena


as miúdas contratadas para dançar a macarena em frente a um restaurante de carne que abriu talvez este ano. o dinheiro voltou a fluir e vejo-o por todo o lado, mas houve um reshuffle de mãos e os danos colaterais dos que foram comidos, para dar continuidade às imagens.
no outro dia lembrei-me de mim há trinta anos, aventureira eléctrica e pensei que o zen faz bem aos nervos mas que no meu caso resulta em que viva um vida contra natura. se durará não sei. envelhecer também deve ser isto de azedar com algumas coisas e adoçar com outras: o azedume já o descobri. se eu fosse lançada agora neste mundo a vida seria doce e agradável. a memória é que é madrasta e lembra-me a cada instante das oportunidades perdidas, do que se teve na mão e se falhou e não estou  agora a falar de mim mas de nós, grupo-nação. é dar umas voltas por albufeira e arredores para ver o que digo. descubro um hospital dos lusíadas nos arrabaldes e lembro-me do de Faro, onde estive há muitos anos numa urgência, com mulheres a largar crianças (esta parte não é nova), os médicos em greve e em falta, e as demais tragédias. quantos hospitais privados existem hoje no Algarve não sei, os objectivos devem ter sido bem cumpridos: os cuidados para quem os paga e os cuidados para os outros (duzentos mil euros para tratamento oncológico no supra-sumo de Belém). evoluímos do estado novo em que havia os cuidados para alguns e os não-cuidados para os outros. se alguém duvida disto lá está a memória, é ler os Esteiros de Soeiro Pereira Gomes. que grande livro, inesquecível. tive de o ler na escola e não ficou nada senão uma leve aversão. aquele é um livro para adultos. e assim passo das miúdas a dançar a macarena às ruas de pó de Alhandra. o que diriam aqueles miúdos se as vissem, que visão. e o que vejo eu.

'Going Solo'

infelizmente Going Solo caiu também nas redes dos lesson plans e dos resources (main concept, creative writing e coisas parecidas). mas para além de toda essa parafernália, é um livro de leitura rapidíssima, duas tardes, e de apaixonantes descobertas: Tanganika antes de mudar de nome, o território neutro moçambicano, as mambas verdes e negras, atravessar o deserto, a Palestina, a invasão alemã da Grécia e o bombardeamento do Pireu, Alexandria, o Egipto, o Quénia, a aviação militar, a estratégia militar e a sua ausência, o fantástico snake-man, as personagens do império e a mulher que não tocava em nada com os dedos. é uma excepção esta: a vida do jovem Dahl conseguiu mesmo assim ser menos fantasiosa do que as suas histórias, mas não por muito. por outro lado, saber o segredo da Chocolate Factory e o sr. Cadbury vai para sempre alterar o meu olhar sobre o Cadbury, pelo menos com saudade da antiga marca.
a destruição alcançada em cem anos foi um feito inacreditável.


sinatra


Sunday, August 23, 2015

treasure chest

também se encontram no facebook, mas é raríssimo. este é um deles:

"Fiction should have a ghostlike presence in it somewhere, something omniscient. It makes it a different reality.", Sebald lessons in literature.

uma história, um pequeno tesouro nos comentários do goodreads: a rapariga comentava o Sea-Wolf de Jack London (luv) e contava que aquele tinha sido o livro favorito da sua mãe e por isso tinha decidido lê-lo. a mãe tinha-se apaixonado pelo livro quando era adolescente na Alemanha de Leste. mas era proibido vender o livro, comprá-lo, tê-lo. a jovem leitora tinha requisitado o livro da biblioteca dezenas e dezenas de vezes, as suficientes para o copiar e assim ter uma cópia só sua.

a rapariga, cidadã de um país livre, talvez os Estados Unidos, comentava que o livro nem era assim tão especial, antiquado e demasiado romântico.

os tesouros de uns são os lixos de outros. e vice versa.

hipsta shots

 the strip 2015
 momskers are always right too
 slanting sea
 hmm hell yeah, anani ananão

bola de berlim de alfarroba com creme, deliciosa, amanhã uma é minha.

there







rejoice

a uma semana de ler o nono de Pamuk, acabado London esse admirável autor, escritor. quando o amor aportou e se desembarcou a história perdeu para mim, terá eventualmente ganho para outros, mas uma aventura em palavras, pai, familiar, avô e irmão de muitos aventureiros do mar.

Saturday, August 22, 2015

Friday, August 21, 2015

from when books were books

"(...) but he knew from the very first what was coming and awaited it bravely. And in his action I found complete refutation of all Wolf Larsen's materialism. The sailor Johnson was swayed by idea, by principle, and truth, and sincerity. He was right, he knew he was right, and he was unafraid. He would die for the right if needs be, he would be true to himself, sincere with his soul. And in this was portrayed the victory of the spirit over the flesh, the indomitability and moral grandeur of the soul that knows no restriction and rises above time and space and matter with a surety and invincibleness born of nothing else than eternity and immortality."

Jack London, The Sea-Wolf.

Thursday, August 20, 2015

Wednesday, August 19, 2015

that's it

"It was good that men should be specialists, I mused. The peculiar knowledge of the pilot and captain sufficed for many thousands of people who knew no more of the sea and navigation than I knew. On the other hand, instead of having to devote my energy to the learning of a multitude of things, I concentrated it upon a few particular things, such as, for instance, the analysis of Poe's place in American literature (...)"
Jack London in The Sea-Wolf.





 
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