Saturday, January 26, 2013

grandes superfícies e produtos brancos:

outras duas coisas a banir da minha vida este ano (eles e os plásticos). aquilo que me pareceu ver na recente alteração de "decoração" do continente de cascais, é aquilo que é na verdade, aqui dito por uma produtora nacional, a Salsicharia Estremocense, com a qual tive contacto através da querida Catarina da Mercearia do Marvão (esta 'miúda' é todo um vendaval, no bom sentido):


"OS PERIGOS DA GRANDE DISTRIBUIÇÃO PARA O FUTURO DA PRODUÇÃO...

Depois da morte do comércio local são as empresas produtoras que estão em risco...

Ninguém imaginou que quando as grandes superfícies chegaram a Portugal há quase trinta anos, provocariam uma transformação tão grande que destruiriam por completo a estrutura do comércio tradicional. E não falamos apenas das simpáticas “lojinhas” de bairro, mas sim de uma rede de armazenistas, distribuidores, lojistas e importadores que viram o fim dos seus dias. Na época dizia-se que seria o consumidor a beneficiar. Trinta anos depois chega-se à conclusão que não é bem assim. O comércio faliu, a produção está quase. Resta agora saber como vai ser o futuro daqui a trinta anos?"

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deveria ser claro para todos que os produtos brancos - cada um deles - estão a matar os produtores nacionais. o que está dentro das embalagens dos produtos brancos são produtos de origem e qualidade desconhecida, conseguidos a preços que acabam com os nossos produtores. decerto é possível comprar menos e melhor. nós, os consumidores, somos quem manda assim como nós, os eleitores deveríamos ser quem tem o poder nas mãos. e nem sequer é pelos preços das grandes superfícies serem mais baixos, basta comparar coisas muito básicas. alias, um desafio: ir a uma mercearia e perguntar: o que é que aqui é mais barato do que no hipermercado? eles sabem e têm gosto em partilhar essa informação.



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não deveríamos falar apenas da protecção do consumidor, mas também da ética do consumidor. aliás, a ética está muito a necessitar de ser reintroduzida na vida quotidiana.

visitar a SEL.
este não é um pequeno produtor, veja-se, mas um 'caso de sucesso' que depende, pelo menos na zona de Lisboa, nas lojas jumbo e pingo doce para existir.

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e de caminho visitar as Fábricas Lusitana, "de capital totalmente nacional", uma fábrica em Castelo Branco que produz a farinha dos meus bolos, Espiga e Branca de Neve. (Consciente de um passado com mais de 90 anos, a empresa concentra toda a sua acção e atitude num futuro que assume de sucesso."). De onde vêm as farinhas de embalagens brancas, pergunto eu.

"De acordo com a Autoridade da Concorrência (AdC), que em 2010 analisou vários contratos de fornecimento entre 2000 e 2009, há casos em que, depois de aplicados os descontos feitos pelos fornecedores, os produtos ficam 35 a 45% mais baratos (como o arroz) às cadeias de distribuição. As massas, farinhas e cereais chegam a ser pagas a menos de metade do preço e o café pode sair 75% mais barato do que previsto.  ", e isto era em 2012.  de lá para cá tudo isto se agravou com a incapacidade das famílias de comprar produtos com marca. para ler: os segredos do Pingo Doce.

e ler a seguir: Dono do Pingo Doce é o homem mais rico de Portugal.

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