Monday, February 11, 2013

Beyoğlu

a foto a partir de um ferry a largar de Kadiköy-Eminonu. como ontem segui os passos de S. de uma cave em Beyoğlu, bairro antigo de lojistas gregos (provavelmente herdeiros dos que foram saqueados em 6 de Setembro de 1955) e lugar onde se alojam imigantes roma, africanos e curdos;  -virar numa grande avenida talvez porque ali há mais gente, passar a torre de Galata e a zona de escolas estrangeiras e consulados, atravessar a ponte e os seus pescadores, a praça e a passagem subterrânea à sombra da mesquita nova, o mercado egípcio com 'p' e entrar na avenida Kennedy, ironicamente, em direcção à ponta do golden horn, no serralho, talvez para olhar para trás e ver as gaivotas razantes, a ponte e uma imagem do contorno da cidade como as fotos que surgem muitas vezes do skyline nova-iorquino. o que sucede é relativamente pouco misterioso, é o resultado de percursos que se cruzam por breves momentos e de sequências de pontos de decisão, de lacunas, de desejo, daquilo que existe num pequeno espaço em volta.


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a vida dos indivíduos que querem ser aquilo que lhes falta (a comunicação fácil, portadora de desejos e necessidades, restlessness), como a vida das cidades que se auto-maquilham para se parecerem mais consigo ou até com outras coisas. a french street em Beyoğlu é um exemplo quase extremo, não existisse Las Vegas.

um interessantíssimo livro para ler a este respeito. curioso que para a europa do sul se mencione a interferência dos grandes eventos. uma interferência agora transportada para o mundo economicamente em ascenção. a página 211 podia ser o nosso retrato.

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