light gazing, ışığa bakmak

Tuesday, May 31, 2011

s/n


aqui uma afirmação, ali um não-me-lembro. um solo de trompete nos altifalantes. cá atrás, já depois da sombra das árvores e, embora com uma câmara na mão fechada, um homem de cabelo branco vestido casualmente acompanhava a posição de sentido.

os que voltaram, os amigos, familiares, os saudosos podem encontrar a memória dos ausentes do Ultramar.

a torre

Sagres entrando hoje em Lisboa




aqui Lisboa Portugal, sal e saudade.

render a guarda







que

descoberta.

martha jane

'Love Medicine'











(...)


excerto da entrada de Catherine Rainwater sobre Erdrich em The Cambridge Companion to Native American Literature.

s/n

os ossos do velho capitão têm saudades do mar. para mim, porque eu só sei do tamanho desta frase. apenas uma pessoa para a ler e saber exactamente o que quero dizer, e entender da mesma maneira. é uma coisa que sabemos ambos, cada um com o seu passado de tangentes e cruzamentos, cada um vocalizando diferentes sons e sintaxes distintas. nesse triângulo há --.

aqui

quem escreve sou eu.

knitting

"By that time, too, Dot's belly was round and full for she was due in October. The child rode high, and she often rested her forearms on it while she knitted. One of Dot's most peculiar feats was transforming that gentle task into something perverse. She knit viciously, jerking the yarn around her thumb until the tip whitened, pulling each stitch so tightly that the little garments she finished stood up by themselves like miniature suits of mail."

Louise Erdrich em Love Medicine.
que conta uma história bem contada. os contos em primeira pessoa entrelaçados, sem decorações, através de frases curtas. para mim, algures entre a sua própria história que aqui aparece tão difusa e as aulas de bem escrever dos anos oitenta. podem chamar-lhe inovative mas, enfim, o mestre existe. talvez o maior accomplishment seja esse que é pedido da ficção: permitir que durante um determinado período de tempo o leitor viva de facto noutro lado.

Louise Erdrich navigator, no NY Times.

«vento de baixo; vento do alto mar; vento do oeste»

as 'minhas' andorinhas voam com o vento, conhecem bem as correntes invisíveis. esta manhã de vendaval há uma grande comoção na família que não descubro. pode ser uma ameaça, pode ser o dia decisivo. não entendo o que dizem hoje embora não me pareçam alarmadas.

navegamos no estado de coisas com sobressaltos irrelevantes. quando algo revolucionário de facto acontece prosseguimos às cegas, como num estado de sonho.

Monday, May 30, 2011

'paletas'

para fazer.

falamos

da vida dos pássaros.
do que falam. num parque em que as árvores tinham perdido as folhas tinha aparecido uma coruja branca que eu vi, de baixo, enquanto tirava o retrato às estátuas do jardim.  e como se defendiam como grupo, todos os diferentes pássaros juntos no mesmo comportamento. a coruja era perseguida de árvore em árvore pela multidão.

s/n

This Is a Photograph of Me
Margaret Atwood

It was taken some time ago.
At first it seems to be
a smeared
print: blurred lines and grey flecks
blended with the paper;

then, as you scan
it, you see in the left-hand corner
a thing that is like a branch: part of a tree
(balsam or spruce) emerging
and, to the right, halfway up
what ought to be a gentle
slope, a small frame house.

In the background there is a lake,
and beyond that, some low hills.

(The photograph was taken
the day after I drowned.

I am in the lake, in the center
of the picture, just under the surface.

It is difficult to say where
precisely, or to say
how large or small I am:
the effect of water
on light is a distortion

but if you look long enough,
eventually
you will be able to see me.)

Sunday, May 29, 2011

family trees for "Love Medicine"



art fair (5)


art fair (4)


art fair (3)


art fair (2)


art fair (1)

s/n

s/n

capela de nossa senhora das necessidades


tapada


s/n

Saturday, May 28, 2011

s/n

Friday, May 27, 2011

vegetal









neste caso vegetais, os do cabaz biológico semanal.

 
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