nunca segui tanto uma catástrofe, se bem que esta para além do mais seja de dimensão digna de seguir. a do Chiado, enorme, o meu chiado, e todo o dia em frente ao televisor. qualquer coisa não estava bem naquele mês mas não quero mergulhar nisso. e depois lembro-me de o ter ao colo aos seis meses de idade enquanto esperava as sirenes de recolha à cave. e a onda gigante, embora distante. e hoje, um atlântico pelo meio.
a partir de uma determinada dimensão, todos os fenómenos se tornam incompreensíveis. nos filmes, nos livros, a impossibilidade de abranger toda a catástrofe revela-se de uma forma quase ridícula: escolhe-se uma meia dúzia de personagens para seguir, duas ou três para nos tocar o coração. trinta milhões de pessoas são irrepresentáveis.
(e, unrelated, o congresso onde não pude ir e que teve estivadores à porta)
light gazing, ışığa bakmak
Tuesday, October 30, 2012
catástrofes e outras desgraças
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