light gazing, ışığa bakmak

Sunday, July 7, 2013

couldn't help it:

the Istanbul dining experience:



enquanto uma pequena manifestação pró-Morsi decorria noutro local sem embaraços. isto podia ser excepcional, um acontecimento fora da norma, mas não é. as convulsões internas fazem parte do desenrolar histórico desta zona do mundo. os europeus bem intencionados que querem, ou queriam, a integração da turquia no clube europeu sofrem do mesmo engano que os benevolentes dadores a África, como muito já escreveu Mia Couto sobre esse assunto. o paternalismo europeu, a fonte dos colonialismos, mantém-se e continuará ainda. no entanto, o terceiro mundo ganhou inesperadamente voz e o primeiro mundo (a que pertencemos tem dias) ganhou a possibilidade de ir lá e ver com os próprios olhos. no outro dia abri o livro da quarta classe à venda na Vida Portuguesa, com as ideias que imbuíram a geração dos meus pais. bom e mau, bom e mau, a moral e o proper, com a devida inspiração vitoriana. vamos domesticar estes vagabundos, disse o senhor da cadeira, que quis converter à sacristia a vagabundagem portuguesa.

e agora a sério: istanbul eats. eat local, em reacção à proliferação de shoppings e grandes superfícies, os autores do blog istanbul eats defendem a manutenção dos pequenos restaurantes locais e divulgam-nos. de um país que consegue lutar simultaneamente em dois sentidos, ou seja, lutar pela liberdade democrática da modernidade, e lutar pela manutenção dos locais históricos e da tradição, uma lição que poderíamos aproveitar (a defesa dos velhos, a defesa dos antigos e a resistência por todos os meios à razia que foram os 23 por cento na restauração. abaixo a pizza, fora o hamburguer, viva a sardinhada)

cohabitação: uma dificuldade.

(testing oggl)




estes miúdos podiam escrever uma carta dos direitos humanos. eles lembram-nos muita coisa.

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