quase me matava este calor, a canícula, o ozono (e as moscas de Óbidos). vinte anos depois encontro nesta cidade mudanças que ainda não vi e tudo me confunde no Minho. há demasiada gente que me acompanha, a água a cair. nas ruas é como se ninguém tivesse visto nada, há muitas casas fechadas ou para venda. Levantou-s'a velida,
levantou-s'alva,
e vai lavar camisas
eno alto,
vai-las lavar alva. um enorme objecto comovente e de melancolia: O Gil Eannes e a sua sala de operações, a câmara escura, a sala de tratamentos, as enfermarias e as hierarquias zelosamente delineadas, as fotografias, o salote do comandante e ainda as suas fardas no armário. não há silêncio em Viana senão na praia e no longo caminho até ao farol à boca do mar que hoje a névoa misturava com o céu e as nuvens e o horizonte. o navio que saía da barra deslizava suspenso no azul.
light gazing, ışığa bakmak
Wednesday, July 10, 2013
granito como manteiga
Publicado por
Ana V.
às
12:22 AM
TAGS Lágrimas do teu sal, Stuff, viana13
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