light gazing, ışığa bakmak

Monday, July 1, 2013

o último palácio otomano, (o islamita)

o chalet-palácio de Yildiz. (quase tudo daqui)





que não é um palácio como o entendemos, mas um complexo de vários edifícios.
em 3d. -para além da curiosidade de forma e mostrar na sua construção o final de uma era e a crescente influência europeia, interessei-me pelo sultão Abdulhamid II, que não nasceu nele nem o construiu mas o ampliou. o sultão-fotógrafo.





pelo menos 36 mil fotografias tirou o sultão. a colecção é pertença da Universidade de Istambul, mas cerca de mil e 800 estão na Library of Congress e podem ser vistas aqui.

A Street in Beyoğlu.

Yildiz foi mais do que um palácio: o sultão queria reviver o grande império otomano retomando o islamismo e repudiando os valores e a interferência da europa. de Yildiz governava o seu império autoritário com a ajuda de uma forte repressão policial, censura e polícia secreta. acabou por ser deposto pelos 'Young Turk' e substituído pelo próprio irmão. uma outra versão, aqui.

sob as ordens deste sultão morreram muitas dezenas de milhar de arménios. foto e informação da wiki, entre os anos de 1894 e 1896. em 1882 nós, portugueses, conferimos-lhe a Grande Cruz da Ordem Militar da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito.



"Despite the great public sympathy that was felt for the Armenians in Europe, none of the European powers took concrete action to alleviate their plight." poucos anos mais tarde, os arménios seriam de novo mortos em grande número no genocídio de 1915 (muito para ler). não sei se a intervenção europeia teria evitado ou pelo menos limitado os acontecimentos de 1915. tenho dúvidas, mas teria sido melhor ler a europa tentou mas--

12 mil pessoas chegaram a habitar o complexo de Yildiz.

Abdulhamid II era um carpinteiro de excepção e executou ele próprio uma grande parte dos móveis no Palácio Yildiz. era também apaixonado por ópera e traduziu vários libretti, pela primeira vez, para a língua turca. aliás, o complexo de Yildiz tinha uma sala de espectáculos.



seguindo Sebald, há tantas vezes um número assustador de mortos por detrás das belas paredes de um palácio.

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