parámos no semáforo. era noite e a rua estava deserta. a uma das esquinas do cruzamento, a montra de uma funerária brilhava no escuro. dentro do vidro uma figura da virgem sob a luz branca ocupava toda a altura da vitrina. cá fora na penumbra um homem, imóvel, olhava para a figura luminosa. quando se benzeu e desapareceu na escuridão da rua, o sinal abriu. era um Hopper português.
light gazing, ışığa bakmak
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