light gazing, ışığa bakmak

Monday, September 23, 2013

a voz mais translúcida do poeta


Creio nas palavras
transparentes
que pertencem ao vento
ao sal
à latitude pura

Aqui 
no meu reduto
entre ramos de ar
entre a cintilante indolência da água
creio no que nos une
em ondas vagas
apaixonadamente lentas

Aqui
eu pertenço
ao centro da nudez
como uma gota de água
ao rés do solo
na sua imediata e nua felicidade

António Ramos Rosa
em "Numa Folha, leve e livre"

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