light gazing, ışığa bakmak
Sunday, September 22, 2013
Lisbon Week (1) teatro thalia
tenho a impressão de que as ambições foram demasiadas para a realidade. houve dinheiro gasto no aluguer dos autocarros do lisboa sightseeing, repintados de azul escuro, e visitas a locais que normalmente não estão acessíveis ao público e onde foram colocadas obras não sei se encomendadas para a ocasião, mas penso que não. a "guia" era voluntária e, apesar da sua enorme simpatia, não sabia exactamente falar português, com muita pena minha. as 'explicações' eram pobres e nos locais o público era apenas encaminhado para tirar fotografias com as muitas poses em frente ao objecto. por outro lado, as instalações de objectos de arte nos espaços visitados, eclipsou por completo o espaço em si, ou, pelo menos, tentou, o que nem sempre foi conseguido de qualquer modo.
primeira paragem, o teatro Thalia, um projecto com algumas nomeações para prémios mas de que não gostei particularmente, em especial do acabamento do interior do teatro, embora também não tenha gostado de todos os metais usados nos corredores de acesso, um pouco vistos e sem grande qualidade. não sei que sentido pode ter apresentar um teatro do século dezanove como se fosse uma ruína romana, uma escolha estranha. o filme de João Onofre, a cantar com Adelaide Ferreira - foi por amor - e gravado no Porto há dois ou três anos. não vejo enorme ligação entre o filme e o espaço, nem ouvi explicação sobre o espaço em si, a não ser detalhes mínimos sobre a vida desbragada do conde de Farrobo.
apesar de-- uma boa acústica, julgo, para certo tipo de eventos para um número baixo de espectadores: pequeno concerto, encontro, reunião, etc.
excelente: as ruas desertas de lisboa vistas a partir do road-screen dos autocarros, viagens magníficas na minha terra.
Publicado por
Ana V.
às
9:14 PM
TAGS A arte pela arte, hipsta
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