é o tempo quente e estar doente como um caracol fechado em casa. não se pode parar, é preciso cumprir a lista de coisas que se escreve no bloco, não há substituições neste posto de vida.
a sensação física de desenterrar uma memória adormecida há décadas é tão palpável como tirar uma cenoura da terra e maravilhar-se por estar aquilo ali, daquela cor, aquilo de que se conhece o sabor, como se tivesse crescido às escondidas. sai da terra com alguma resistência, mas pouca. mal sabia que o bolo ocasional que como no café é precisamente o bolo que fazia a minha avó, quarenta anos atrás quando eu podia ainda ter medo dela ou dar-lhe a mão. nunca soube porque gostava tanto do crocante do açúcar sobre o amarelo geométrico do bolo.
chamavam-se felisminas.
light gazing, ışığa bakmak
Thursday, September 19, 2013
naufrágios
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment