se pensar na morte vem-me logo à memória Adriano e a Sibila, livros de que não gostei por aí além. a minha morte é mais redentora e natural, como a morte das pedras, dos pássaros e das ondas na areia. o tempo-contingência. Contingency and Irony. talvez pudesse voltar a ler Rorty embora prefira fazer aquilo que ele escreve em vez de ler o que ele escreve.
sem metafísica voltaríamos a ser perfeitos, como todos os outros animais.
aqui neste espaço, o tempo funciona ao contrário da ficção. o presente por cima do poço sem fundo do passado, dez anos de esquecimento; nada de linear. não podemos fazer procuras por palavra-chave ou por classificação na memória; não se pode folhear as páginas para trás e para a frente, nem sequer dobrar os cantos ou sublinhar certas frases, menos ainda riscar, desenhar símbolos, escrever notas, números de telefone, nomes de outros livros e outras frases que alguém mais disse.
um dos homens no refúgio, porque gosta de chamar a atenção para si ou por qualquer outra razão obscura na história que se desenrola nos seus pensamentos, baixa as calças para ver as horas e antes de se assoar tira a camisa.
na actual deste fim de verão, Pedro Mexia escreveu sobre A Quartet in Autumn e Barbara Pym. a velhice em Pym é como Martin Parr, a quem se tenha diminuído a saturação até uma paleta de pastéis, indecisa e sem força.
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"Enquanto um jovem se contentaria em dizer, por exemplo, falando de um acontecimento ocorrido em 1937: «Sim, isso deve ter sido por volta de 1935 ou 37», eles diziam:
- É isso mesmo. Foi em 1937, a 7 de Junho. Foi seguramente 7, creio que era um sábado. Eu saíra cedo do trabalho.
Quanto mais a conversa se animava, mais eles se esforçavam por lutar desesperadamente contra o declínio (...)"
Mishima em Depois do Banquete.
a vida como banquete.
light gazing, ışığa bakmak
Tuesday, September 17, 2013
tempo
Publicado por
Ana V.
às
12:02 PM
TAGS Stuff, Yukio Mishima
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