o tipo de pessoa que atrais deve ser o tipo de pessoa que és, um pensamento inquietante e que te põe imediatamente de joelhos — dizia-lhe.
detalhes: a rapariga (de Like Someone in Love) é lindíssima, perfeita. mas quando se ri, um dos dentes tem uma sombra negra, tal como a suave rapariga que viajava ao meu lado no feribot. há muitas coisas que não lhe podemos ver, apesar de ser uma prostituta: a barriga, as ancas, o peito, os ombros. para nós, ela não é uma prostituta.
muitas vezes falava mas raramente dizia alguma coisa que não fosse opinião de alguém outro, como o papagaio a ensinar a rapariga. normalmente seria mesmo uma rapariga, quase nunca encontrava um homem feito nessa posição.
se olhar para o futuro como algo concreto, as coisas tomam formas bem diferentes. era o que tinha feito tantas vezes, mas sem se aperceber da realidade como acontece muitas vezes. o comboio vem aí e só se torna real o comboio quando o vê a aproximar-se (e a deitar fumo pela longa chaminé negra, como vi em filmes). era frequente assumir que eu tinha um plano diabólico perfeitamente formado em que ele não seria mais do que um pedaço de isco e não era de todo verdade, eu não detinha nada do futuro e nem sequer pensava nele.
light gazing, ışığa bakmak
Monday, September 30, 2013
vazio
Publicado por
Ana V.
às
2:23 PM
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