"There
was
a
time
when
I
thought
a
great
deal
about
the
axolotls.
I
went
to
see
them
in
the
aquarium
at
the
Jardin
des
Plantes,
and
stayed
for
hours
watching
them,
observing
their
immobility,
their
faint
movements.
Now
I
am
an
axolotl.", diz Cortázar no início do conto "Axolotl", para ler aqui. (ou aqui). Tabucchi viajou também no Jardin des Plantes, para ver o axolotl:
"Dada a vastidão do Jardin, é preciso fazer escolhas radicais, a não ser que queira passar lá dias inteiros. Julgo que se possa ficar fascinado pela Galeria de Mineralogia, onde se encontra exposta a maior colecção do mundo de cristais gigantes. Na cave está a chamada Sala do Tesouro, que guarda extraordinárias pedras preciosas provenientes das antigas colecções reais. Outra galeria inevitável é a de Paleontologia e de Anatomia Comparada. A arquitectura de ferro típica de finais do século dezanove vale por si só a visita, mas os amantes dos dinossauros e das outras criaturas que noutros tempos povoaram a Terra encontrarão aqui com que se deleitar. Aos visitantes com predilecção pela literatura fantástica estão reservadas duas belas surpresas: o esqueleto do celacanto, um peixe que os paleontólogos julgavam desaparecido há sessenta e cinco milhões de anos e de que se encontraram exemplares vivos nas profundezas de um lago andino (sobre este ser submarino o poeta português Herberto Helder escreveu um dos seus mais belos contos no livro Os Passos em Volta); e. procurando bem, podemos encontrar também outra estranha criatura aquática, o axolotl, tema do conto fantástico homónimo de Julio Cortázar (no livro Final do Jogo). História de uma involução biológica, o conto de Cortázar começa assim: «Houve uma época em que pensava muito nos axolotls. Ia vê-los ao aquário do Jardin des Plantes e ficava horas a olhar para eles, observando a sua imobilidade, os seus obscuros movimentos. Agora sou um axolotl.»"
Tabucchi em Viagens e Outras Viagens.
Tabucchi em Viagens e Outras Viagens.
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