o que o papa diz tem conteúdo e conta e aquilo é um tipo a falar no meio de uma multidão de velhinhos ridículos, impotentes, de saias e colares valiosos a balbuciar coisas sem sentido que tanto podiam ser em latim como em marciano. (desculpem-me os católicos qualquer coisa). o papa disse que esta economia mata e não posso deixar de concordar. mata o quê? talvez aqui esteja o problema, pois esta economia mata um tão alargado leque de coisas, e pessoas, que a contabilidade se torna demasiado obscura. no que me diz respeito, e além de muitas outras coisas, esta economia tem matado a literatura e a carnificina não vai acabar tão cedo. escrever para o mercado, a promoção de autores em princípio de carreira, escrever livros vazios para os tops, os tops dos tops dos tops, as listas de a comprar, comprar, comprar. não vejo que uma coisa seja compatível com a outra. como quando o Lobo Antunes explica porque os húngaros vão ler o seu próximo livro antes dos portugueses e nesse momento ele se torna um lacaio (tinha saudades da palavra) da soturna leya.
light gazing, ışığa bakmak
Saturday, January 25, 2014
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