o passar dos anos é uma carruagem sem freio e as paisagens são sempre novas e sempre velhas como nos antigos bonecos animados em que a paisagem a preto e branco se repete e repete. no tempo encontramos coincidências e detalhes em que não reparámos antes embora tenhamos passado por ali mil vezes. no tempo encontramos deslealdades e fotografias feias de quem víamos tão embelezado há três apeadeiros atrás. a mentira então, insuportável, de quem diz isto e faz aquilo. começamos a brincar, são só jogos, e não são nada. a ficção e a mentira, o amável e o grotesco.
light gazing, ışığa bakmak
Monday, February 3, 2014
da mentira
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