Friday, November 21, 2014

a propósito de Galveston

quando lá estivemos a praia muito longa estava deserta. as casas de madeira enfileiravam-se ao longo da língua de areia com as refinarias, assustadoras, em fundo. o sítio era desolador. pensei que alguma coisa terrível tinha acontecido naquele lugar. e tinha, o furacão de 1900.


no Seawall, a varanda ventosa para a praia deserta, fomos ao Joe Crab's Shack, onde os empregados de mesa a determinado ponto começam a cantar e a dançar, o que faz parte da rotina do restaurante. deram-nos uns bibes de plástico para comer o marisco, sou bem capaz de ter trazido um que entretanto deitei fora com mais uma série de despojos inúteis. lembro-me de ter pena do marisco, de pensar de onde vinha, talvez do Alaska, e do modo trágico de terminar a sua vida, frito e mais frito, mergulhado em molhos indescritíveis. uma sensação semelhante com os fish and chips de Eastbourne, ali mesmo cara a cara com a bela e selvagem St. Malo, onde comemos três andares de uma mariscada fresca, quase a sair do mar. semelhante, só me recordo da que é servida no Búzio da praia das Maçãs.

de Galveston gostei da longa ponte, the Gulf freeway, sobre a água porque me fez pensar na Vasco da Gama. esbraceja-se sempre pelo reconhecimento, é um instinto de bebé que não se pode controlar, seja qual for a idade. tínhamos vindo de Houston, esse enorme motor poderoso e enérgico. sob o calor abrasador, o elaborado shopping do momento tinha uma enorme pista de gelo para patinagem. parece que ainda tem.

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