Tuesday, November 25, 2014

obrigada, a.

ou porque aquele país nunca sairá dos meus sonhos. 

um pouco ao encontro do livro que ando a devorar, Patasana, onde a "acção policial" se desenrola numa escavação perto de Gaziantep. (que bom Ühmit, um homem antes de autor na mesma prateleira de homens como Sepúlveda e Mia Couto, embora não tanto na escrita, dentro da ideia ainda viva da literatura mudando para melhor o mundo).


Seleucia, fundada 300 anos antes de Cristo por um dos generais de Alexandre o Grande (não exactamente pelos "gregos"). a escavação hitita que leio agora tem 1600 anos antes de Cristo. cada vez que erdogan constrói uma ponte, autoestrada ou barragem ou até o metro de Istanbul, as camadas de vidas que desenterra são a própria ilustração da existência humana. absolutamente fascinante.


de certo modo, nascemos deste rio, como Náiades saídas da água. (para ter uma ideia temporal, os fenícios - sírios e libaneses - fundaram Lisboa 1200 anos antes de Cristo como um entreposto marítimo. porque a água desta península é salgada.)

quanto a Seleucia-Zeugma, outra cidade do Eufrates.

the gipsy girl, da wiki.

(e cá como lá mas lá para muito pior: a política de construção de barragens como forma de poder, de escravidão, de manipulação, de soberania.)

2 comments:

Tozzola said...

:-) se o presidente desse mais atenção ao passado da história e menos à (des)igualdade de género!!

Ana V. said...

:)) nem mais!

 
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