Wednesday, September 16, 2015

ponta danada

rush hour de morrer com acidentes e chuva por todo o lado, bloqueada a segunda circular, enfim, entre meia hora parada e meia hora a andar saí para o estádio nacional e a estrada estava como uma reprodução dos clássicos depois de ter chovido com as cores alteradas para outono. daí para o dafundo e cruz quebrada, passei pela ponte onde moravam dois personagens com que um dos canais 'informativos' se ocupou durante uns tempos, gerando uma onda de solidariedade espontânea de centenas de pessoas que levaram cobertores e comida. não sei se ainda lá estão, se encontraram casa, se fizeram as pazes com os familiares, se foram ao médico. provavelmente desocuparam o espaço e estão lá outros. a estrada do dafundo cruz quebrada é muitas vezes preferível à autoestrada, cheia de pastelarias, movimento, lojas, snacks e churrasqueiras. casas velhas e novas, um palacete entaipado e tão bonito. quando cheguei a algés, bairro da infância, tinha aliviado o tempo e brilhava algum sol. uma idosa vestida de cor de rosa no primeiro andar de uma casa cor de rosa, sobre uma garagem automóvel, espreitava a rua. na esquina seguinte, o jacarandá que gosto de ir ver de vez em quando porque as flores aparecem desfazadas das outras árvores da avenida. ainda bem que não liguei a rádio.








2 comments:

trout said...

andei por lá a pé no domingo,vi essa garagem,fui ao aquário vasco da gama (ver as carpas koi sobretudo ) ,vi uma casa na árvore enorme por trás de um muro alto.

Ana V. said...

Também vi, bem gira.

 
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