Monday, July 18, 2016

a algumas horas das finalmente mini férias



consternada, sabendo no entanto que apesar da última década de prosperidade e calma, a Turquia recente aproxima-se mais do Portugal pós-república, descontando a abismal diferença de carácter entre um povo e o outro, o laissez faire contra a diligência extremada. os golpes foram muitos depois do último império, os levantamentos populares (tão queridos o jornalistas portugueses logo a usar a palavra "povo") que resultam em linchamentos e mortes às mãos de vigilantes e outros grupos unidos por objectivos obscuros são recorrentes. os alevi, aqui em cerimónia que desconheço mas que me agrada pela música e pela riqueza dos trajes, numa cemevi, o seu lugar de encontro religioso que no entanto não é reconhecido pelos poderes centrais. mesma sorte para os sufis e os milhentos outros grupos. a liberdade religiosa está guardada para a religião do regime. a wikipédia tem um lugar para os massacres de alevi, a última, Sivas, é lembrada por todos os turcos que se opõem ao presente regime dictatorial.
uma amiga dizia: que sorte temos... o que eu preferia andar a apanhar pokemons (ou qualquer outro gambuzino). em vez da realidade aumentada, uma realidade reduzida, digo eu. outro amigo dizia: que sorte tens de viver aí, o que eu gostava de viver aí também. verdade, tantos portugueses dizem exactamente a mesma frase, mas que diferentes são as razões. e enquanto andarmos por aí na caça do próximo pikachu, que nos lembremos da sorte que temos.


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