se há um poeta, é ele.
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Maio, 16
António R.,
Não, não tenho uma vontade expressa e extrema de estar no meio da multidão ensurdecedora, confusa, indiferente. Se fosse apenas eu e as minhas frases feitas, a minha poesia intrínseca, as minhas fotos de ciência inexacta, a minha raiva rasa e contida. Escudo e ameia, areia e nuvem. Resta-me alguém ou mesmo ninguém, que traga o barro e a água, o arame e harmonia, para ser apenas um homem finito e feliz.
No silêncio que ilumina o chão e a alma, gerou-se uma paz revolta, um arco-íris bipolar. Observar e deixar acontecer…
(daqui, com imagem)
light gazing, ışığa bakmak
Friday, May 17, 2013
um auto-retrato
Publicado por
Ana V.
às
7:54 AM
TAGS Biblioteca de Babel
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5 comments:
:))))
:-]
2 minutos a olhar para este rectângulo de comentários e só me lembro de interpretações sem palavras... e smileys inenarráveis
Ç-:
e umas palavras nos olhos
as 'palavras nos olhos' servem... %)
e posso dizer que é uma honra eternizante colocares um link do meu mocho na tua 'távola redonda de cultura' - =)
:))), a honra vai em sentido contrário!
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