light gazing, ışığa bakmak

Wednesday, September 30, 2009

coaster

roller. ou era ao contrário. first day ever soccer practice. o melhor comentário que li sobre o babble do pres de todos os portugueses. eu também vejo gente morta. anyway anyhow, a couple of good things. the kiddie animation project. The Opposite, by Tom MacRae and long loved Elena Odriozola. quem é que anda sempre ao teu lado, um doppelgänger para menores de 10.

e para descontrair prefiro o vermelho

isto até entedia. o próximo pres será Manuel Alegre. Pedro Passos vai assegurar mais uns anos de cirurgia estética e, do outro lado, quem sabe, António Costa, caso consiga fazer uns túneis entretanto.

Tuesday, September 29, 2009

em plano

já que não se vai a Alvaiázere, fazer a semana do chícharo aqui mesmo. por exemplo desta maneira. (porque as tradicionais são desta maneira, em .pdf)

mais um em lista de desejos urgente

Sea-Fever
John Masefield

I must go down to the seas again, to the lonely sea and the sky,
And all I ask is a tall ship and a star to steer her by,
And the wheel's kick and the wind's song and the white sail's shaking,
And a grey mist on the sea's face and a grey dawn breaking.
I must go down to the seas again, for the call of the running tide
Is a wild call and a clear call that may not be denied;
And all I ask is a windy day with the white clouds flying,
And the flung spray and the blown spume, and the sea-gulls crying.

I must go down to the seas again, to the vagrant gypsy life,
To the gull's way and the whale's way where the wind's like a whetted knife;
And all I ask is a merry yarn from a laughing fellow-rover,
And quiet sleep and a sweet dream when the long trick's over.

no livro Poems of the Sea, na Poesia Incompleta.

e o que mais gosto, na água, de sempre, com um salto para T.S.Eliot mais tarde.

Full fathom five thy father lies;
Of his bones are coral made;
Those are pearls that were his eyes;
Nothing of him that does fade,
But doth suffer a sea-change
Into something rich and strange.
Sea-nymphs hourly ring his knell:
Ding-dong,
Hark! Now I hear them – Ding-dong, bell.

na Tempestade, claro.

Death by Water
T.S. Eliot

Phlebas the Phoenician, a fortnight dead,
Forgot the cry of gulls, and the deep sea swell
And the profit and loss.
A current under sea
Picked his bones in whispers. As he rose and fell
He passed the stages of his age and youth
Entering the whirlpool.
Gentile or Jew
O you who turn the wheel and look to windward,
Consider Phlebas, who was once handsome and tall as you.

na Terra sem Vida.

Monday, September 28, 2009

há tanto tempo para falar

de Brian Floca e acabo por ter de pôr as histórias de Little Tim, de Edward Ardizzone, na lista de desejos. aventuras do mar e da ingenuidade. Quentin Blake, a ver. Robert Andrew Parker, e este Action Jackson. Warwick Hutton para as lendas. e tudo daqui.

oficially

-









craving for Valencia.

Jin Jie, you are beautiful


União, or Union as I saw it in Estoril, by Jin Jie. Here is her blog. Her pic and Flip's pic.
no âmbito do Artemar. e como ela nos .


"Natural de Jiangxi, República Popular da China, onde nasceu em 1979, Jin Jie, com formação académica em escultura, concorre com um trabalho denominado União, de 2009, em que os materiais utilizados são o barro e o ferro, e que representa um cardume em pleno mar. Subjacente a este efeito visual está uma mensagem de conteúdo gregário que louva a solidariedade do grupo como forma de sobrevivência."

Jin Jie, you are beautiful.

as críticas de Manuel Maria à cultura de Sócrates

Manuel Maria Carrilho tem um blogue, o Contingências. Gostei de ler.


"OS FACTOS:UMA LEGISLATURA PERDIDA?

Apesar da clareza destes diagnósticos e do acerto destes propósitos, o que se verifica ao fim de quatro anos o é que não só não se conseguiu inverter a situação de “asfixia financeira” de 2003/2005, como ela se agravou pesadamente. O Orçamento de Estado destinado à Cultura desceu para o mais baixo valor das últimas décadas: 0,3 %. Em contracorrente, note-se, com o notável esforço que em geral se tem feito ao nível autárquico, onde se tem procurado dar continuidade ao que de melhor se semeou no sector ...

Também as outras duas “finalidades essenciais” assumidas nos programas eleitoral e de Governo ficaram pelo caminho: nem se conseguiu dar qualquer “impulso” no desenvolvimento do tecido cultural português, nem se definiram políticas que viabilizassem o “equilíbrio dinâmico” entre os sectores do património e da criação, ou que incrementassem efectivamente a formação de públicos ou a internacionalização da cultura portuguesa.
Para já não falar da atonia e da desorientação que têm marcado áreas tão vitais como as do livro e da leitura, do cinema e do audiovisual, em que não se vislumbram, ao nível da tutela do sector, quaisquer opções, orientações ou políticas. A política cultural tornou-se assim cada vez mais invisível, ilegível e incompreensível, ameaçando fazer, dos anos 2005/09, uma legislatura perdida para a cultura.

Este facto tornou-se ainda mais sério porque foi acompanhado por um conjunto de decisões imprudentes e mal preparadas, que rapidamente exibiram as suas múltiplas consequências negativas. Basta olhar, para o compreender, para as condições - que desafiam o sentido de interesse público - de cedência do C.C.B. para a instalação da Colecção Berardo. Ou para a decisão de construir um inútil novo Museu dos Coches, ao mesmo tempo que os museus nacionais sobrevivem em condições dramáticas e são objecto de um garrote orçamental que, só em 2008, os privou de 72% das suas verbas de funcionamento, deixando-os à beira do colapso. Ou para a reforma da administração do sector (o Prace/Cultura) que, feita sem o necessário conhecimento, estudo e ponderação, deu origem a estruturas mais burocráticas, mais ineficazes e mais dispendiosas, com consequências que - ao contrário do que se pretendia - na maior parte dos casos se revelaram contraproducentes, e em alguns se revelaram mesmo catastróficas, como aconteceu em várias áreas do património.

(Sublinho, entre parêntesis, duas observações: a primeira, é que as notícias sobre o estado de diversos sítios do património consagrado pela Unesco - e não só - são um preocupante sinal de alarme; a segunda, é que a situação que não se resolve com recursos “em espécie” oriundos do sector da construção civil, com vocação e aptidão bem diferentes - como em todo o mundo civilizado bem se sabe - das que exigem a recuperação e a valorização do património classificado.)
Em síntese, são três os pontos que caracterizam hoje a situação da política cultural: um estrangulamento orçamental sem precedentes, uma ineficácia e incapacidade administrativa que se tem agravado, e uma persistente ausência tanto de estratégia global como de políticas sectoriais.
Estes factores têm naturalmente conduzido a uma progressiva descredibilização da acção cultural do Estado, não sendo por isso de admirar que se multipliquem as vozes que põem em causa a própria razão de ser do Ministério da Cultura. Mas se são estes os principais problemas que o sector da cultura enfrenta, o que agora importa é – na perspectiva da próxima legislatura - encontrar soluções para os ultrapassar.

UM ORÇAMENTO PARA ACTUAR

Claro que não se pode ignorar a crise que se tem vivido. Mas ela de modo algum justifica, seja o estado de abandono a que a Cultura tem sido votada, seja o desinvestimento de que tem sido objecto, e que pode provocar - e enfatizo este ponto, uma vez que se trata de uma ameaça real - danos irreversíveis. Pelo contrário, o que seria preciso na actual situação, era valorizar – na linha de todas as posições da União Europeia nesta matéria - o contributo que a cultura pode dar para enfrentar e ultrapassar a crise que vivemos, como de resto foi defendido pelo anterior ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha (Público, 28/11/08). É para isso que apontam também todos os estudos internacionais, nomeadamente da União Europeia, sobre o papel da cultura e da criação no pib, no emprego, na coesão, na competitividade. Não reconhecer isto é, hoje, de uma cegueira tragicamente irresponsável.

E valorizar o contributo da Cultura significa ainda ter em conta os diversos factores que, na última década, alteraram muitos dos parâmetros tradicionais das actividades culturais: a inovação tecnológica, a transformação das modalidades de aceso aos bens culturais, os desafios da gratuitidade, o impacto das indústrias criativas, etc. O que deve ser feito tendo bem presente que a qualificação das pessoas exige uma convergência efectiva das políticas culturais com as políticas de educação (do pré-primário à Universidade), de investigação e de ciência, de formação e de comunicação. Esquecer isto é condenar a qualificação como desígnio estratégico, para o transformar num expediente não só ocasional como inútil.

Neste ponto, como contributo para o debate, destaco duas prioridades que me parecem elementares para que a Cultura retome o seu papel estratégico no desenvolvimento do país: um orçamento capaz e uma administração eficaz.
Sem um orçamento minimamente realista, nenhuma política é possível. Por isso, a área da cultura deve ser dotada com 1% do Orçamento de Estado, sendo fundamental que se assuma de um modo absolutamente claro esse compromisso para a próxima legislatura. Essa meta poderá atingir-se gradualmente: 0,6 em 2010, 0,8 em 2011, 0,9 em 2012 e 1% em 2013.
Meta que, sublinho, deverá sem complementada com verbas europeias, na linha do que o POC, Programa Operacional de Cultura, proporcionou ao país entre 2000 e 2008 e que, no quadro do já anunciado reforço das verbas europeias para a qualificação, deveria ascender a uma média de 90 milhões de euros/ano.
E 1% porquê? Ou melhor, para quê? A resposta é clara: fundamentalmente para assegurar as responsabilidades de serviço público, que são a verdadeira razão de ser do Ministério da Cultura, e que são sobretudo duas: as suas responsabilidades estruturais e as suas responsabilidades estratégicas.

RESPONSABILIDADES: HISTÓRICAS E ESTRATÉGICAS

No campo das responsabilidades estruturais estão as de assegurar um digno funcionamento de instituições nacionais da maior importância para o país, como a Biblioteca Nacional, a Torre do Tombo, a Cinemateca Nacional, os Teatros Nacionais de São Carlos, de D. Maria II e de São João, a Companhia Nacional de Bailado. Ou, ainda, de instituições como as Fundações de Serralves, da Casa da Música e do Centro Cultural de Belém.
No âmbito das suas responsabilidades estruturais estão a de garantir a manutenção e a valorização do Património Classificado, nacional e mundial, assim como da Rede Nacional de Museus. Sem esquecer o seu papel, em todo o território, na Rede de Leitura Pública, na Rede de Cine-Teatros e na Rede de Arquivos.

Por sua vez, nas suas responsabilidades estratégicas destaca-se a obrigação de assegurar o apoio à criação artística nas suas diversas áreas, nomeadamente naquelas em que o mercado português - dada a sua dimensão - tem mais dificuldades em sustentar a continuidade e a qualidade das suas actividades: o teatro, a música, a dança, as artes visuais, o cinema, o audiovisual, a edição. Bem como a de garantir um esforço regular e eficaz da sua internacionalização, seja no âmbito lusófono, na dimensão europeia ou numa perspectiva mais global.

PREPARAR A MUDANÇA

Mas não basta garantir a progressão até 1% do Orçamento de Estado para alterar a ambição e a eficácia das políticas culturais do Estado. É também absolutamente necessário que simultaneamente – é a minha segunda sugestão - se reformule a administração dos seus sectores fundamentais: o património, as artes cénicas (música, teatro e dança) e as artes visuais, o cinema e o audiovisual, o livro e a leitura, a acção cultural externa.
Só com estes dois novos instrumentos, um orçamento capaz e uma administração eficaz, é que se poderá definir uma estratégia global de afirmação da cultura na acção - interna e externa, nacional e local - do Estado. Só assim se poderá avançar com políticas sectoriais que, bem articuladas e calendarizadas, a concretizem: uma política do livro que promova a diversidade da oferta editorial e o reforço geral da leitura, uma política do património com vista à sua valorização, conhecimento e usufruto, uma política das artes que estimule a criação e promova a internacionalização das obras, dos autores e dos valores da cultura portuguesa. Só assim se reunirão as condições para se estabelecerem parcerias credíveis e para se promover um mecenato empenhado.
Concluindo: é urgente mudar."

não posso é concordar com o que se refere à Colecção Berardo, por razões óbvias. Infelizmente a uma legislatura perdida vai-se seguir, sem qualquer sombra de dúvida, outra igual. as Câmaras Municipais por vezes conseguem ser os monges irlandeses do nosso país. mas não há milagres.

Sunday, September 27, 2009

olé olé olé...


e agora vamos ver. podia estar ontem em mode olé olé, mas não creio que a situação geral esteja nada rosa. parece que, de qualquer modo, podem continuar a entregar os Magalhães aos miúdos que ficaram em fila de espera. impressionante é a falta de alternativa tão dramática que reconduz ao poder um Primeiro-Ministro contestado em quase todos os sectores e com cadilhos tão longos que faziam a volta a Portugal. ganhar por desistência do opositor nunca foi um acto heróico. na mesa de trás, Louçã e Portas fazem o braço de ferro pela conquista do quintal.

are you there


desejando o final das "arruadas". não me lembrava desta palavra e tenho andado a tropeçar nela. arruada. suponho que é necessário dar um nome às coisas, neste caso sendo a coisa um político a descer uma rua. ou a subir. devo alterar o passo só porque me disseram que talvez fosse melhor? pensando melhor talvez não. podia ser o Candeeiro com Pinheiros de Patrick Caulfield. e turned wood como James Prestini. o que não compreendo mesmo é que se deixe entrar quem devia ficar à porta.

Saturday, September 26, 2009

há grandes casas

entre elas, o Hockey Club de Sintra.

Friday, September 25, 2009

dez minutos para a meia-noite

ainda posso dizer que voto Sócrates.













posso comer?

-




se calhar não. nem bater à porta que não tem casa.




queria ter aqui o novo Museu de História Natural de Sintra, mas é tão expressamente proibido que nem da porta se pode fotografar. o que é uma pena, pois não só a colecção que lá está dentro é memorável, como o interior do Museu merece divulgação. uma obra bem conseguida a todos os níveis, com excepção da ausência de cafetaria, da confusão que reina na loja e da falta dos dinossauros para trazer para casa. como quase sempre neste país, algo muito bom que não está totalmente bem aproveitado. seja como for, merece uma visita. cinco estrelas. e que, de caminho, se aproveite para comer umas queijadas.

gostei

desta viagem. chegando a este fim da semana sem fôlego. Zabriskie Point e agora, finalmente, Blow Up, adiados para o início da próxima. no entretanto houve queijadas e fósseis. Kees Popinga viajou de Groningen para Amsterdão e seguiu depois para Paris, onde passou a noite.

Thursday, September 24, 2009

she can spot pink a thousand miles away

and her work is in Lisbon starting today, at the Lx Factory. Jessica Backhaus, I had been searching for these colors.








from the series Jesus and the Cherries. and a lot more to read, right here.

novo ponto

and now, every once in while, brushing on the international side. cannot believe my beloved one can actually read, as in putting sounds together, just three weeks into kindergarten. an early indian summer still lingers, the mind wishing for fog, humidity and the smell of wet leaves. back in the kitchen and into work, back into unity after a desert of fragmentation. fall colors and taste. settling down.

até agora

houve um total de 11.831 casos de gripe A em Portugal. somos o terceiro ou quarto país com maior incidência na Europa.

Wednesday, September 23, 2009

só uma Timmermans Framboise

para passar ao lado dos tempos de antena. vamos sendo quatro, de vez em quando, des-politicamente falando adapto-me às médias companhias melhor do que às pequenas e grandes só de vez em quando. ando a precisar de ler banda desenhada. umas páginas de Inside Moebius.





Tuesday, September 22, 2009

o G-Spot, em Sintra


tal como planeado e em virtude do alto nível de curiosidade, dei um salto ao restaurante G-Spot em Sintra. para referência importa dizer que fica no Soldado Desconhecido, logo ao lado da nova Biblioteca (onde não estão a aceitar doações de livros, há quem queira). a expectativa era grande e o menú completo de almoço convida, por 13 euros.

para balanço, gostei bastante do local e da apresentação das mesas. daria as cinco estrelas ao vinho (que bebi a copo, excelente tanto o tinto como o branco) e à mousse de chocolate, mas muito especialmente à gelatina de café e caramelo que a decorava, o pormenor-cereja deste almoço. gostaria de ver mais alguma coisa na decoração dos pratos, já que o conteúdo me vai fazer regressar sempre que por lá passe. e desejo a melhor das sortes a este espaço de oito meses que era necessário em Sintra.






aqui, também no facebook.

há tanto verde nas pernas da mulher

e os pés de pastel da Paula Rego são raízes. em cima da mesa de Celestina, um caranguejo tão poderoso como o de Van Gogh. é preciso ir ver a Mulher-Cão e a Branca de Neve antes que as levem. não há ecrã que lhes faça justiça. por mim, a loja, o jardim, a cafetaria, o vermelho do edifício, tudo se conjuga para um novo pouso de eleição para a meia de leite.


não foi bem compota de pêra


mas foi doce, com pitada de limão e tomilho, com a pêra quase caramelizada.


o quê: 1kg de pêras cortadas em pedaços pequenos, 500g de açúcar mascavado Soure, 400g de açúcar, 1 casca de limão, 1 colher de sopa de sumo de limão, 1 pau de canela e 1 ramo de tomilho fresco.

como: cozer tudo em lume muito brando até atingir a consistência desejada, o que pode ser hora e meia. retirar o pau de canela, o tomilho e a casca de limão e colocar em frascos esterilizados.


- - -
e a receita reciclada, desta vez sim. daqui. os detalhes que interessa saber: pêra do Oeste muito mas muito madura. aqui com tomilho, mas lúcia-lima deve saber bem também. cozer até atingir ponto de estrada, ou seja, 110-112º C ou 230º F.

Monday, September 21, 2009

variações

Variations on a Theme of Frank Bridge, Op. 10, de B. Britten
1, 2 e 3. e notas, aqui.

d'agora e a cores: Bertien van Manen

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o site, e mais imagens no MoMA. e uma entrevista.

Sunday, September 20, 2009

com uma lua ao fundo

à estrada, cinco estações depois e mais um dia.

Saturday, September 19, 2009

gripe A, continuando para fins educativos

depois de no hospital público um médico afirmar danado que era médico há cinquenta e tal anos e que você não tem gripe A tem é uma infecção pulmonar. e depois de ter passado no centro de saúde. e depois de ser receitado antibiótico -vá lá- e um anti-alérgico para rinite crónica (!), o tal médico. e de ninguém ter dado uma baixa (!). e depois de não haver melhoras mas assustadoras pioras. depois de tudo, hospital particular. sem hora de espera na sala comum e com baixa prioridade. com máscara, com sala de isolamento e, finalmente, consulta de quase duas horas. raio X e teste da gripe. resultado: infecção pulmonar em início de pneumonia, gripe A confirmada. receita: antibióticos apropriados e outros para os sintomas e para a tosse. quase 300 euros mais tarde, e sem nunca ter visto o tamiflu, vêem-se melhoras. bem sei que o público tem falta de "meios", ou seja, de dinheiro. mas do ponto de vista ético e profissional há muita gente que poderia não morrer e que morre entregue à saúde pública. o que a mim me intriga, mesmo assim, é a facilidade com que se aceitam impossibilidades e imposturas, como se existisse mesmo o fado.

para restaurar o equilíbrio fonético

Blackberry Eating
Galway Kinnell

I love to go out in late September
among the fat, overripe, icy, black blackberries
to eat blackberries for breakfast,
the stalks very prickly, a penalty
they earn for knowing the black art
of blackberry-making; and as I stand among them
lifting the stalks to my mouth, the ripest berries
fall almost unbidden to my tongue,
as words sometimes do, certain peculiar words
like strengths or squinched,
many-lettered, one-syllabled lumps,
which I squeeze, squinch open, and splurge well
in the silent, startled, icy, black language
of blackberry -- eating in late September.


Friday, September 18, 2009

a segunda pessoa do plural irrita-me

e também me aborrece que o português seja ensinado como língua morta, ou moribunda. em que dia da semana é que ouço: vós sois bastante fleumático, sendo o fleumático para condizer nada mais. outra questão: trabalho de casa de sinónimos quando o dicionário ficou na escola. e ainda outra: conjugar verbos em casa que nem foram dados na aula. o livro de português, também na escola. -então como é que fazias o trabalho se estivesses sozinho? -não fazia.. há coisas que não entendo. e a felicidade de estar removida disto há tantos anos.


para referência e para tentar solucionar dúvidas pessoais.

português do quarto ano, e a partir daqui isto deixa de ser meu.

COMUNICAÇÃO ORAL
1. Comunicar oralmente com progressiva autonomia e clareza
• Exprimir-se por iniciativa própria:
• — em momentos privilegiados de comunicação oral (conversas,diálogos, debates).
• — * no âmbito da turma para organização, gestão e avaliação do trabalho, do tempo e dos conteúdos das aprendizagens;
• — * na realização de projectos e de actividades em curso (apresentar sugestões, expor e justificar opiniões, pedir esclarecimentos, informar…).
• Formular recados, avisos, instruções.
• Relatar acontecimentos, vividos ou imaginados, desejos, sonhos.
• Contar histórias inventadas.
• Contar, resumidamente, histórias.
• Participar na elaboração oral de histórias, relatos, resumos.
• Completar histórias (a partir do seu desenlace, criando cenários, lugar, tempo, acções, personagens).
• Recriar histórias (transformando personagens: animais em pessoas, em animais fantásticos, em pessoas fantásticas…).
• Imaginar uma história (a partir da ilustração da capa de um livro, a partir do título de uma história, a partir da descrição das personagens) e compará-la com o texto original.
• Apresentar e emitir opiniões sobre trabalhos individuais ou de grupo, dar sugestões para os continuar ou melhorar, expor e justificar opiniões, pedir esclarecimentos, informar.
• Intervir, oralmente, tendo em conta a adequação progressiva a situações de comunicação (diálogo, conversa, apresentação de trabalhos).
• Regular a participação nas diferentes situações de comunicação (saber ouvir, respeitar opiniões, intervir oportunamente).

2. Desenvolver a capacidade de retenção da informação oral
• Interpretar enunciados de natureza diversificada nas suas realizações verbal e não verbal (avisos, instruções).
• Identificar intervenientes e acções, referenciando-os no espaço e no tempo.
• Reter informações a partir de um enunciado oral (avisos, instruções).
• Formular avisos, instruções.
• Distinguir factos de opiniões.
• Responder a questionários.
• Dramatizar cenas do quotidiano, textos próprios ou textos de outros.
• Transpor enunciados orais para outras formas de expressão (gestual, sonora, pictórica).
• Verificar experimentalmente características da Língua oral (variar a entoação de frases, dizendo-as com intencionalidades diferentes).
• Interpretar e recriar em linguagem verbal mensagens não verbais (sons, gestos, imagens).

3. Criar o gosto pela recolha de produções do património literário oral
• Recolher e seleccionar produções do património literário oral (contos, lendas, cantares, quadras populares, lengalengas, trava-línguas).
• Participar em jogos de reprodução da literatura oral (reproduzir trava-línguas, lengalengas, rimas, adivinhas, contos…).
• Comparar versões diferentes dos mesmos contos.
• Participar na produção de rimas e de lengalengas, introduzindo-lhes novos elos.
• Colaborar na produção de contos (com companheiros, com o professor…).

COMUNICAÇÃO ESCRITA
1. Desenvolver o gosto pela Escrita e pela Leitura
• Experimentar múltiplas situações que desenvolvam o gosto pela escrita (textos de criação livre, textos com tema sugerido, textos com temas à escolha…).
• Escrever, individualmente e em grupo, a partir de motivações lúdicas (completar histórias, criar histórias a partir de gravuras desordenadas ou em sequência, banda desenhada, jogos de palavras).
• Experimentar diferentes tipos de escrita, com intenções comunicativas diversificadas, requeridos pela organização da vida escolar e pela concretização de projectos em curso (avisos, recados, notícias, convites, relatos de visitas de estudo, relatos de experiências, correspondência, jornais de turma, de escola…).
• Recriar textos em diversas linguagens (transformar histórias, recontar histórias, dramatizar momentos ou histórias completas).
• Organizar textos próprios e alheios segundo critérios diversificados (temática, prosa, poesia).
• Seleccionar, em livros, textos que correspondam às temáticas das produções por iniciativa própria.
• Registar, por escrito, produções do património literário oral para as conservar ou para as transmitir.
• Praticar a leitura por prazer (actividades de biblioteca de turma, de escola, municipais, itinerantes).
• Ler, com frequência regular, textos produzidos por iniciativa própria (para a turma, para um grupo, para um companheiro, para o professor).
• Responder às perguntas dos ouvintes.
• Confrontar opiniões próprias com as de outros.
• Ouvir ler e ler narrativas e poemas de extensão e de complexidade progressivamente alargadas.
• Manifestar preferência por personagens e situações da história.
• Recontar um livro ou um texto que leu individualmente (em casa ou na biblioteca).
• Relacionar livros e outros textos com as suas vivências escolares e extraescolares, com os seus gostos e preferências.
• Ler, na versão integral e por escolha própria, livros e outros textos.
• Fazer jogos de pesquisa de sentido (antecipar o desenlace de narrativas, propor um título para um texto, recolher, entre vários títulos, o mais adequado a um texto).
• Descobrir, num contexto, o sentido de palavras desconhecidas.
• Estabelecer a sequência de acontecimentos.
• Localizar a acção no espaço e no tempo.
• Praticar a leitura dialogada distinguindo as intervenções das personagens.
• Apreender o sentido de um texto no qual foram apagadas ou semiapagadas palavras ou frases.
• Levantar hipóteses acerca do conteúdo de livros ou de textos, a partir do título, das personagens…
• Comparar as hipóteses levantadas com o conteúdo original.
• Assinalar diferenças e semelhanças entre as hipóteses levantadas e o
conteúdo original.
• Conhecer, em jornais que apresentam programas de televisão, os símbolos que assinalam uma emissão de qualidade, medíocre ou má. (esta por acaso foi total novidade para mim! o que tenho estado a perder..)
• Comparar, em dois jornais diferentes, os símbolos que classificam o mesmo programa.

2. Desenvolver as competências de Escrita e de Leitura
• Desenvolver o gosto pela escrita por iniciativa própria (ter cada aluno um caderno onde possa escrever como souber, o que quiser, quando quiser).
• Praticar o aperfeiçoamento de textos escritos (em colectivo, em pequeno grupo), questionando o autor, emitindo opiniões e apresentando críticas e sugestões para o melhorar.
• Participar na reescrita do texto, confrontando hipóteses múltiplas, tendo em conta o seu aperfeiçoamento (organização das ideias, supressão de repetições desnecessárias, adequação do vocabulário, adjectivação, formas básicas da ortografia, da acentuação e do discurso directo).
• Participar na comparação entre o texto original e o texto trabalhado.
• Registar (por cópia ou por ditado na imprensa, no limógrafo, no computador) o texto trabalhado, cuidando da sua apresentação gráfica, e integrá-lo em circuitos comunicativos (correspondência interescolar, jornais de turma ou de escola).
• Construir livros de leitura com os seus textos, com textos de companheiros e correspondentes, com textos de escritores.
• Construir livros de histórias.
• Exercitar-se, em momentos de trabalho individual, na superação de dificuldades detectadas (organização das ideias, pontuação, vocabulário, ortografia) através de fichas autocorrectivas ou outras.

3. Utilizar técnicas de recolha e de organização da informação
• Recolher documentação (gravuras, fotografias, postais ilustrados, manuais de diferentes disciplinas, fotocópias de páginas de enciclopédias, textos).
• Organizar e classificar a documentação segundo critérios diversos (grandes temas, subtemas, ordem alfabética…).
• Organizar um índice da documentação.
• Construir materiais de informação, consulta e estudo, listas de palavras, dicionários ilustrados, segundo critérios diversificados (temática, ordem alfabética…), prontuários ortográficos para recolha de regularidades e de excepções da Língua «descobertas» no trabalho de aperfeiçoamento do texto).
• Consultar listas de palavras.
• Recorrer à consulta de prontuários para ampliar conhecimentos e para procurar soluções para as dúvidas levantadas nas produções escritas.
• Descobrir critérios de organização de dicionários.
• Treinar a consulta de dicionários, enciclopédias infantis, prontuários…

FUNCIONAMENTO DA LÍNGUA — ANÁLISE E REFLEXÃO
1. Descobrir aspectos fundamentais da estrutura e do funcionamento da Língua a partir de situações de uso
• Distinguir diferentes tipos de texto (prosa, poesia, banda desenhada, texto oral).
• Distinguir, em frases, os elementos fundamentais (por expansão e por redução).
• Verificar a mobilidade de alguns elementos da frase.
• Explorar diferenças semânticas e estéticas resultantes da mobilidade de elementos da frase.
• Transformar frases (afirmativa-negativa e interrogativa directa).
• Estabelecer relações de significado entre palavras (sinonímia, antonímia).
• Organizar famílias de palavras (segundo critérios diversificados).
• Exercitar o uso de sinais de pontuação e auxiliares da escrita (ponto final, ponto de interrogação, ponto de exclamação, vírgula apenas na enumeração, travessão, dois pontos (no decurso do aperfeiçoamento do texto e em momentos de trabalho individual, ficheiros autocorrectivos e outros).
• Identificar nomes.
• Distinguir nomes próprios, comuns e colectivos.
• Identificar o género, o número e o grau dos nomes pelas marcas e pelo contexto.
• Verificar a regra geral e as excepções mais frequentes do género e do número.
• Identificar adjectivos.
• Substituir adjectivos por outros de sentido equivalente num determinado contexto.
• Seleccionar e comparar adjectivos que, num determinado contexto, qualifiquem um animal, uma pessoa, uma situação.
• Aplicar os diferentes graus do adjectivo estabelecendo comparações, diversificando a superlativização.
• Identificar numerais cardinais e ordinais.
• Substituir elementos da frase por determinantes possessivos e demonstrativos.
• Aplicar os pronomes pessoais ligados às pessoas do discurso.
• Identificar verbos.
• Aplicar as formas do Presente, Presente-Futuro, Futuro e Pretérito Perfeito
do Indicativo de verbos regulares e dos verbos irregulares (ser, estar, ter).
• Distinguir sons vocálicos e consonânticos.
• Combinar, ludicamente, diferentes sons da língua.
• Comparar onomatopeias com sons que imitam ou sugerem.
• Inventar onomatopeias.
• Nomear, por ordem, as letras do alfabeto.
• Decompor palavras em sílabas.
• Distinguir sílaba tónica e sílaba átona.
• Estabelecer a diferença entre acento gráfico e acento fónico.
• Exercitar o uso de sinais gráficos de acentuação (acento agudo, acento
grave, acento circunflexo, til).

daqui, em .pdf.

mais difícil de encontrar do que agulha num palheiro

o link para a Casa da Histórias Paula Rego, que inaugura hoje e abre ao público amanhã.


P. Rego, A Artista no seu Estúdio (1993)

Diego Baez

Midnight on Lake Michigan

1998

Whether it was just a dream
or a thought in my sleep,
I saw you in your bathing suit
drawing lines in the sand
and lying in the Atlantic.

But it wasn’t my imagination
when I saw you ask that night
with your eyes whether
the Great Lakes were ever glaciers
in disguise, eons underwater.

So here I am, awake on the pier
without an idea as to where you’ve been
or why the stars will soon remove
themselves, but really, your disappearance
has never been a question of whether.

Diego Baez, na Granta.

cabra cega

Thursday, September 17, 2009

Gao Xingjian e o dilúvio


One Man's Bible deve ter sido o livro que mais me custou a ler nos últimos dez anos. desenrolei-o como uma missão até à última página na esperança vaga de encontrar mais do que as diletâncias eróticas de um exilado chinês em Paris e do seu permanente olhar para o umbigo. não encontrei, e acabou por ser outra variação da travessia dos Alpes de Aníbal e dos seus elefantes, com a desvantagem da menor relevância do conteúdo. 'ganhou o Nobel', dizia-me, e continuava a escalada, sabendo que provavelmente deveria ter pegado em Soul Mountain. entrar pela porta lateral tem por vezes grandes desvantagens. aliás, memórias mais ou menos ficcionais de um passado don juanesco dizem-me nada ou pelo menos não me dizem nada de agradável.


afinal reencontrei o autor, maneira de dizer, no Museu de Arte Contemporânea de Sintra. reconheci o nome e entrei, com a vantagem da entrada livre que torna o acto de ir ao museu mais barato que o acto de beber uma bica. se bem que algumas imagens, como as que invocam olhos, ou outros tipos de "espiritualidade", como a palavra é agora usada, não me tenham agradado, os gestos da tinta da china foram das coisas mais interessantes que vi ultimamente. comparando com Bella Tarr, há um universo de diferença ainda dentro do preto e branco. do espartilho e dos ângulos duros para o espraiar da água. e embora Gao escreva longamente sobre as suas próprias imagens, prefiro-as sem palavras. ou as palavras sem imagens.




tinha sido Depois do Dilúvio. daqui para uma sala de educação visual vazia. em cima de algumas mesas, uma meia dúzia de tabuleiros sobre os quais estão dispostos legumes. uma cenoura, uma parte de couve lombarda, e outros. cada tabuleiro tem os mesmos legumes, mas a disposição é diferente em cada um. e em painéis dispersos pela sala, imagens de Giuseppe Arcimboldo. depois ou antes do dilúvio, um no céu, outro na terra.

hoje foi

um dia babel.

Wednesday, September 16, 2009

gostei de ver no Museu Berardo de Sintra

não só Gao, mas também as peças de Miguel Neto, que não conhecia e que fiquei com desejo de comprar. fiz reconhecimento ao novo restaurante G-Spot - só para ver se é onde eu pensava, na Correnteza. lá espero ir na semana que vem.

gripe A, remake

acho que tenho a gripe A. para ter o medicamento tenho de ir ao médico, para ir ao médico tenho de pagar e não posso. já está a passar. e passou, sempre a trabalhar e sem diagnóstico.


a que não passou ainda: centro de saúde, o que está a fazer está bem, continue. passaram duas semanas e hospital, o que tem é uma infecção pulmonar, antibiótico. voltar para casa. sem nunca ter sido nem diagnosticada a gripe nem receitado o Tamiflu.

making it my own

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detalhe de L'Eclat (2006) de Gao Xingjian
para a semana fica Zabriskie Point. e o Blow Up de Cortázar.

Tuesday, September 15, 2009

"J'aime bien regarder les heures passer."

disse Jacques Loustal que não ilustrou O homem que via passar os comboios, mas outros de Simenon. Loustal também vê, mas não só, o seu universo é aquele: "J'ai un problème pour dessiner le quotidien, Paris en 1998 ça ne m'intéresse pas. Je suis spécialisé dans des atmosphères entre années 30 et années 60." gostei do cruzamento de imagens, tudo é possível.

ainda no início, as coisas como símbolo. um pouco como o desenho infantil até aos oito anos ou as pinturas rupestres. ..."the evening meal was little more than a high tea: bread and butter, thin slices of cheese, cold sausage, and the like, with perhaps a sweet as well, and only tea to drink.
More likely the stove was responsible - no ordinary stove, but a magestic contraption of the very best made, in sleek green earthenware with chromium-plated fittings. It did more than heat the living room, its heat, its breathing, so to speak, seemed to set the rhythm of the life of the household." a cozinha como o respirar da casa. home. quotidiano.

e mais à frente.

"It was even hotter than at Popinga's home, and here it was an aggressive heat that an ugly cast-iron stove, of the type used in railway stations, launched at one in sudden waves. There was a reek of gin, sawdust on the floor, and the table was mottled with rings of moisture."

"How to help your child read"

"Children who make the most progress in reading practice at school and at home.

Talk about the words- what does it start with, what does it end with.

Find the words in stories or books. Say 'Can you find this word in the story?'
Play a game of I Spy - 'I spy the word...' - count slowly to ten and see if your child is able to identify the word in a text.
Do not spend more than 10 or 15 minutes reading, it is better a bit every day than try to do an hour a week.
Read lots of stories, have fun at reading time. It should be an enjoyable experience for you all.

kindergarten level.

não são bem speculoos

mas para já são a primeira tentativa desses spiced cookies, característicos de quase todos os países do norte da Europa, cada um com a sua versão. próximas das bolachas de gengibre, estas devem ser carimbadas em vez de recortadas e têm uma história de heroísmo no seu país de origem. cada vez mais intimada a comparecer com iguarias nas reuniões familiares, esse acaba por ser o incentivo, para além do prazer solitário de mergulhar os dedos na farinha.

Koen van den Broek's space lines

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na White Cube, aqui. mais, aqui. e a página oficial.

Monday, September 14, 2009

irradiação

"Um pequeno Gesto" celebra cinco anos

e aqui está a Newsletter nº 5, Setembro 09, a celebrar o aniversário.

Sunday, September 13, 2009

O Homem de Londres

"You frequently work in black and white. Why do you prefer that?

It's very simple. If you want to make a colour movie, and you go out onto the street, and you want to create the right atmosphere, you must paint the whole street, because every house is red, blue, green and so on. And you have no colours, you just have some colour chaos. For me it's a kind of naturalism, the colour movie. With black and white you can keep it more stylistic, you can keep more of a distance between the film and reality which is important."

entrevista a Béla Tarr, daqui.


um choque estético. visualmente faz mais sentido do que-. baseado no conto de Simenon, outro souvenir belge, este O Homem de Londres é o último filme de Béla Tarr, de 2007. comparado a Tarkovsky, exaltado por Susan Sontag who numbered his films among those "heroic violations of the norms" on which cinema's future may depend. este é mesmo muito o meu cinema. Também é verdade que Simenon dá um infinito de possibilidade ao cinema.

enquanto se bebe uma Stella Artois


dá trabalho mas o resultado compensa, é o Gentse waterzooi, ou estufado de galinha de Ghent.


o quê: 1 galinha de 1,5kg, 2 ramos de tomilho, 10 grãos de pimenta-da-Jamaica, 2 folhas de louro, 1 dente de alho esmagado, 1 colher de sopa de manteiga, 3 cenouras cortadas, 1 cebola grande picada grosseiramente, 2 alhos franceses cortados em rodelas, 2 talos de aipo cortados em rodelas, dez batatas pequenas, 2 gemas de ovo, 1 pacote de natas de 200ml, sal e pimenta preta, uma pitade de noz moscada, sumo de limão, salsa para guarnecer.

como: cozer a galinha com os primeiros quatro ingredientes cerca de uma hora e meia. retirar a carne, guardando o caldo. aquecer a manteiga e saltear os vegetais à excepção das batatas durante 10 minutos. juntar o caldo reservado e as batatas e cozer cerca de 20 minutos. retirar do lume. misturar as natas com as duas gemas de ovo e deitar aos poucos no caldo. juntar a galinha e levar de novo ao lume cinco minutos. temperar com sal e pimenta, noz moscada e sumo de limão, se gostar. enfeitar com a salsa.



orgulho nacional(ista)

é fantástico como a líder de um dos maiores partidos do país se possa dar ao luxo de rebaixar os "outros", os "estrangeiros". agora foram os espanhóis, antes ucranianos e cabo-verdianos. este só-e-com-orgulho-no-meu-castelo não encaixa nem numa união de 27 países nem no novo modo de se estar no mundo. somos todos iguais, Manela.

Saturday, September 12, 2009

ir ver o mar

assim que largo a terra firme fico feliz. o mar atiça coisas que não conhecemos. há muito que queria deixar Cascais pela água, por coincidência tive conhecimento do novo serviço a funcionar a partir da Marina de Cascais: passeios pelo rio com vários percursos, com o atractivo de a embarcação ser um hydrofoil moderno e aerodinâmico. não só levanta da água toda a parte da frente, como dentro tem um fundo transparente, que deixa ver peixes, estrelas do mar e, por vezes, polvos. o preço era convidativo. chama-se Come 2 Sea e podia ser também come to see, ver o fundo e ver a linha de Cascais do mar. há vários percursos, o mais longe chega a Lisboa e ficou na agenda para breve. a empresa tem um mês e é liderada por um comandante da marinha do comércio portuguesa, essa frota em quase vias de extinção.


é o comandante que dirige a embarcação e que sobre ela vai dando explicações, um cicerone de primeira categoria a quem se pode perguntar muito mais do que o estado do mar. o atendimento é excelente, a paisagem é a que conhecemos e que só me falta ver do ar, desejo mais caro do que esta viagem. o Sublime, assim se chama a nossa boleia, é arrojado, moderno e a brilhar de novo. lá dentro, muito confortável, nem sequer se chegam a apanhar salpicos. adequado a todas as idades, uma verdadeira aventura para as crianças que olham sempre para tudo com olhos de a-primeira-vez. uma sorte com o mar prateado e quase sem ondulação nem vento. a novidade do projecto fez com que o Sublime, esta manhã, fosse inteiro para nós. daqui envio um obrigado à tripulação, a quem desejo o melhor. quando se fala de empreendorismo e até de coragem, este é um bom exemplo. vencida a burocracia, espera-se que a navegação se faça com serenidade.

mais informação no site, inclusivamente o horário das partidas diárias. e aqui, em .pdf. e ficam algumas das vistas.

















 
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